Investindo nos seus originais, a Netflix emplacou mais uma produção no Top 10 da plataforma. O nome da vez é o da minissérie francesa “Uma Mãe Perfeita”, um drama policial cheio de suspense – que deixou o público boquiaberto com um final surpreendente.
Na trama, Hélène (Julie Gayet) e sua família vivem uma vida tranquila em Berlim, na Alemanha, até o dia em que a jovem Anya (Eden Ducourant), filha da protagonista, é acusada de um assassinato em Paris, na França. A partir de então, a vida da dona de casa vira de cabeça para baixo — tudo enquanto ela descobre segredos obscuros da primogênita.
Com o sucesso da produção, o público já começou a se perguntar: afinal, “Uma Mãe Perfeita” é inspirada em eventos verdadeiros? Confira a resposta abaixo!
Minissérie “Uma Mãe Perfeita” é inspirada em crime real?

Em “Uma Mãe Perfeita”, quando descobre que Anya é acusada do assassinato de Damien (Charles Créhange), totalmente convencida de que a filha é inocente, Hélène pega o primeiro voo para Paris e promete à família que irá retornar com a jovem em segurança. Ela deixa para trás o marido e o filho, que está próximo de se formar na escola, acreditando que tudo não passa de um grande mal-entendido.
A partir de então, a dona de casa dá início a sua própria investigação, com ajuda de Vincent (Tomer Sisley), um advogado francês e seu ex-namorado. Conforme o mistério avança, Hélène e Vincent começam a duvidar se Anya realmente não é culpada pelo crime.

Dividido em quatro episódios, o thriller original da Netflix é baseado no livro homônimo de Nina Darnton. Na obra, Emma é uma estudante norte-americana que, durante um intercâmbio na Espanha, é acusada de assassinato.
Por sua vez, Darnton se inspirou na história de Amanda Knox para criar o enredo de livro — mais especificamente no ponto de vista da mãe da moça. Amanda ficou conhecida ao redor do mundo em 2007, quando tinha 20 anos: na época, ela fazia um intercâmbio na região de Perugia, na Itália, e foi acusada de assassinar a sua colega de apartamento, Meredith Kercher.

O caso chamou atenção da mídia e Amanda logo se tornou a principal suspeita do crime. Após alguns interrogatórios, ela admitiu que estava no apartamento com o namorado, Rafaelle Sollecito, na noite do assassinato. Anos mais tarde, no entanto, a moça revelou que foi forçada a fazer essa declaração pelos policiais.
Amanda e Rafaelle foram condenados e sentenciados a 25 anos de prisão. Neste meio tempo, um homem chamado Rudy Guede também foi preso, já que as suas digitais foram encontradas na cena do crime. O rapaz foi considerado culpado e condenado a 30 anos.
Knox passou quase quatro anos na prisão até que sua prisão injusta fosse anulada. Sua história é contada em detalhes no documentário “Amanda Knox” (2016), também da Netflix – que apresenta depoimentos de pessoas próximas ao caso, do mundo jurídico e midiático.