Em alta na Netflix, “Michael Jackson: O Veredito” foca no julgamento de 2005 e seus bastidores
“Michael Jackson: O Veredito”, série documental recém-lançada pela Netflix, dividiu o público após a estreia em 3 de junho no streaming. Apesar da boa aceitação da crítica especializada, a produção não agradou a audiência, que apontou o lançamento “na hora errada” e classificou os episódios como “tendenciosos”.
“Michael Jackson: O Veredito” revolta parte do público na Netflix
A produção revisita o julgamento envolvendo o cantor em 2005, totalmente ignorado pela cinebiografia, com depoimentos inéditos de pessoas conectadas ao caso. Na época, mais de 2.200 jornalistas foram até a Califórnia em busca de credenciamento para cobrir os desdobramentos.
O Rei do Pop foi absolvido de dez acusações, incluindo conspirar com assessores para cometer os crimes de sequestro, cárcere privado e extorsão, prática de atos libidinosos/abuso sexual contra um menor de 14 anos — Gavin Arvizo — além de administrar ou fornecer bebida alcoólica para o adolescente.

No Rotten Tomatoes, “Michael Jackson: O Veredito” obteve 75% de aprovação da crítica contra 7% do público. Entre as avaliações, os usuários classificaram o documentário como “lançado na hora errada”, “tendencioso” e “uma tentativa de difamar um homem morto por lucro”.
“Não perca seu tempo”, sugeriu um perfil. “Tentando manchar a imagem de Michael enquanto a cinebiografia está batendo recordes. Por que você não desistiu disso antes? Uma investigação que durou 10 anos sem encontrar nenhuma prova de culpa. Horrível”, opinou outro.
“Vocês não têm vergonha na cara. Deixem o homem em paz”, pediu uma fã, também entre os comentários. “Que pena. Distorcem os fatos para se adequarem a uma determinada narrativa, mas o público não está acreditando nisso”, complementou mais um.

Além disso, muitos espectadores afirmaram que “estão lucrando com a fama renovada do nome Michael Jackson”, reforçando ainda mais a revolta e insatisfação. A série documental chegou à plataforma pouco depois do sucesso de “Michael”, cinebiografia estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho do astro.
O filme arrecadou mais de US$ 855 milhões nas bilheterias mundiais e obteve 97% de aprovação do público no mesmo site agregador. A crítica, no entanto, sentiu falta da abordagem de polêmicas da vida do cantor, incluindo o julgamento, que enfrentou alguns impasses judiciais para ser mencionado.
Mais sobre “Michael Jackson: O Veredito”
Dividida em três episódios, a série documental revisita as acusações de abuso infantil feitas contra o cantor em 2003, que foram julgadas em 2005, no Tribunal Superior do Condado de Santa Bárbara.
A Netflix, portanto, foi atrás de entrevistas inéditas de pessoas que estiveram diretamente envolvidas no caso, incluindo jurados, testemunhas, acusadores e defensores, trazendo uma nova perspectiva do caso.
“Já se passaram 20 anos desde o julgamento de Michael Jackson, no qual ele foi considerado inocente. Mesmo assim, a controvérsia continua até hoje”, declararam os produtores, Fiona Stourton e Nick Green, que defenderam que a série tentou reconstruir os acontecimentos de forma detalhada e verídica.
“Michael Jackson: O Veredito” está disponível na Netflix.

