Produção em alta mostra a luta de um pai para proteger filho de 2 anos que foi a única testemunha da morte da mãe
“A Testemunha”, minissérie em alta na Netflix, rapidamente se consolidou como Top 1 entre os títulos mais assistidos do momento no streaming. A produção se baseia em uma história real e traz fatos verídicos sobre um dos acontecimentos criminais mais marcantes do Reino Unido.
História real de “A Testemunha”, minissérie em alta na Netflix
Em 15 de Julho de 1992, o assassinato brutal de Rachel Nickell, de 23 anos, em frente ao seu filho de 2 anos, Alexander Hanscombe (Jahsaiah Williams/Max Fincham), parou o Reino Unido. O crime aconteceu em Wimbledon Common, em Londres, tendo o pequeno como única testemunha.
A minissérie, portanto, mostra a luta de André Hanscombe (Jordan Bolger), pai dele, para protegê-lo do assédio da imprensa e da investigação da polícia britânica. O livro “Letting Go: A True Story of Murder, Loss and Survival by Rachel Nickell’s Son”, escrito por Alex, serviu de inspiração ao roteiro de Rob Williams.

Na época, Rachel morava com André e o filho e saiu pela manhã para um passeio com o pequeno e o cachorro da família. A vítima foi brutalmente atacada por um homem que mais tarde seria identificado como Robert Napper, que fugiu, deixando Alex desolado do lado do corpo.
O garoto foi encontrado por uma pessoa que passava pelo local e interrogado pelos policias. No entanto, a pouca idade e o trauma dificultaram as investigações, ainda que o pai, André, tenha permitido alguns interrogatórios, sempre acompanhados por psicólogos infantis.
Apesar disso, Alex demonstrou extremo impacto emocional, levando o pai a interromper as investigações, que tiveram que seguir por outro caminho. Como resultado, as autoridades cometeram um dos maiores erros da história policial britânica ao colocar Colin Stagg no topo dos suspeitos.
Como pegaram o verdadeiro assassino de Rachel Nickell
Mesmo sem provas físicas que o ligassem ao crime, a polícia acreditava que Colin Stagg se encaixava no perfil traçado por especialistas. O time chegou a armar uma operação secreta para tentar obter confissão do suposto criminoso, com métodos considerados abusivos pela Justiça, que não autorizou.
Eventualmente, em 1994, Colin Stagg foi absolvido após o tribunal concluir que a polícia adotou estratégia enganosa. O rapaz recebeu indenização e um pedido de desculpas, levando André a sair do Alex de Londres, em busca de privacidade, enquanto a investigação seguia seu curso.

O caso permaneceu sem solução até o início dos anos 2000. Pai e filho chegaram a morar na França e na Espanha. Posteriormente, os avanços na análise de DNA permitiram novas pistas, que apontaram diretamente para Robert Napper, condenado por outros assassinatos e abusos sexuais.
O verdadeiro criminoso admitiu responsabilidade pela morte de Rachel Nickell, em 2008, com base em responsabilidade diminuída devido a transtornos mentais. Por conta do quadro, foi internado permanentemente no hospital psiquiátrico de Broadmoor.
Pai e filho colaboram em “A Testemunha”
André e Alex prestaram consultoria para a equipe envolvida em “A Testemunha”. De acordo com pai e filho, a intenção foi garantir que a história fosse retratada de forma respeitosa e fiel às experiências vividas pela família.
O herdeiro optou por escrever o livro para lidar com a tragédia e preservar a memória da mãe. André, por outro lado, garantiu que a equipe da Netflix trabalhou para representar os acontecimentos de maneira fiel, ainda que tenham sido feitas pequenas adaptações dramáticas.
Com apenas 3 episódios, “A Testemunha” está disponível no catálogo da Netflix.

