“Michael Jackson: O Veredito” estreia para esclarecer a principal polêmica da trajetória do astro
“Michael Jackson: O Veredito”, uma série documental de três episódios que estreou nesta quarta-feira (3) na Netflix, vai mostrar justamente o que a cinebiografia deixou de fora. Apesar do sucesso de bilheteria, o filme sofreu críticas por não entrar em polêmicas e ignorar o julgamento enfrentado pelo Rei do Pop.
“Michael Jackson: O Veredito”: tudo sobre a série da Netflix
A cinebiografia de “Michael” foi duramente criticada por especialistas, logo após a estreia, por não abordar, ao longo de duas horas e meia, as acusações de abuso sexual sofridas pelo cantor, fato que marcou a trajetória dele em escala mundial.
A produção chegou até mesmo a cortar uma cena de abertura onde o cantor aparecia durante a busca policial de 1993 em Neverland. No total, Michael respondeu por dez crimes, incluindo abuso sexual de um menor de 14 anos.

O cantor foi absolvido por unanimidade pelo júri, após enfrentar julgamento, em 2005. No entanto, existe um motivo para o filme ter deixado isso de lado: um acordo de décadas impedindo que Jordan Chandler, o primeiro acusador, fosse mencionado em qualquer obra audiovisual.
A série documental da Netflix começa exatamente desse ponto de partida. “Michael Jackson: O Veredito” dá voz para os envolvidos no julgamento, onde era proibido qualquer tipo de gravação, entregando informações que nenhuma outra produção tinha conseguido até agora.
Revelações inéditas em “Michael Jackson: O Veredito”
Dirigida por Nick Green, a série entrevista jurados, jornalistas que cobriram o caso, testemunhas da acusação e da defesa, trazendo revelações inéditas e reconstruindo os acontecimentos seguindo a cronologia do processo.
“Contado por nomes importantes que estavam no tribunal, este documentário disseca o julgamento de Michael Jackson e o legado complexo que ele deixou”, diz a sinopse oficial da Netflix.
Das dez acusações, Michael respondeu quatro de abuso sexual infantil, quatro de fornecer bebida alcoólica a um menor com intenção criminosa, uma de tentativa de abuso e uma de conspiração para manter Gavin Arvizo e sua família presos em Neverland.

O júri, formado por oito mulheres e quatro homens, sob a presidência do juiz Rodney Melville, deliberou por 14 semanas antes de declarar o cantor inocente, em 13 de junho de 2005. Caso fosse condenado, Michael passaria 20 anos na cadeia.
“Michael Jackson: O Veredito” está disponível na Netflix.

