Com a ausência de Janet Jackson e críticas de Paris Jackson, cinebiografia estreia após remover acusações polêmicas da trama final
Reconhecido mundialmente como um dos maiores ícones da história da música, Michael Jackson sempre teve sua vida sob os holofotes. Cerca de 17 anos depois de sua partida, o artista recebe a primeira cinebiografia oficial, intitulada “Michael”, que busca apresentar o lado humano por trás do fenômeno.
O caminho até o lançamento, no entanto, acabou sendo longo. Foram necessários anos de tratativas antes que as câmeras finalmente começassem a rodar. Embora o produtor Graham King tenha adquirido os direitos para a obra ainda no final de 2019, o projeto só ganhou corpo em 2023.
Foi naquele ano que Jaafar Jackson, sobrinho de Michael e filho de Jermaine Jackson, assumiu a missão de interpretar o tio. A partir desse marco, a produção viveu um ciclo de altos e baixos, oscilando entre a escolha de um elenco estelar e modificações profundas na narrativa.
Confira todas as polêmicas e bastidores!
Polêmicas de “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson
Mudanças na trama
O enredo percorre a vida do cantor desde os seus primeiros passos como integrante dos Jackson 5 até o topo das paradas como o Rei do Pop. A obra foca em sua mente visionária e em como a ambição de se tornar o maior nome da indústria musical acabou gerando impactos negativos em sua vida pessoal.

Originalmente, a proposta do filme previa uma abordagem mais densa sobre os episódios mais polêmicos do artista. As graves acusações de abuso sexual que surgiram em 1993, envolvendo o filho de um amigo próximo, estavam inicialmente previstas. Na ocasião, o roteirista declarou que a intenção era “humanizar, mas não apagar momentos que fizeram parte de sua história, mesmo que controversos”.
Em contrapartida, essas e outras denúncias foram parcialmente retiradas do texto final, deixando de ser citadas. Segundo informações da Variety, trechos desses momentos chegaram a ser filmados, o que obrigou a produção a realizar refilmagens de 22 dias para que a versão aprovada chegasse às telas.
Refilmagens
O cronograma de gravações de “Michael”, iniciado em 2023, deveria durar cerca de 80 dias. Entretanto, uma série de novas filmagens foi agendada entre 2024 e 2025, o que causou surpresa nos profissionais envolvidos e demandou ainda mais esforços para fazer acontecer.

Já em 2025, o projeto encarou mais de um mês de regravações extras. O objetivo era deletar qualquer indício de passagens fundamentais ocorridas no Rancho Neverland, além de eliminar a participação de Jordan Chandler, o jovem que acusou o astro de molestamento na década de 1990. Chandler, inclusive, impôs uma proibição legal para que seu nome não fosse mencionado no longa-metragem.
Participações da família
Por mais que grande parte dos familiares de Michael Jackson apareçam na cinebiografia, o elenco conta com ausências notáveis. Katherine e Joseph Jackson, pais do cantor, possuem papéis de destaque, mas o tratamento dado aos irmãos varia.
Enquanto LaToya, Jackie, Tito, Marlon e Jermaine são retratados em diferentes contextos, a estrela Janet Jackson decidiu não permitir o uso de sua imagem na obra. Paris Jackson, filha mais velha de Michael, também demonstrou descontentamento.

Em entrevista ao “The Independent”, ela afirmou ser contrária à produção por dar relevância a pessoas que, em sua visão, “prejudicaram o seu pai em diversas ocasiões e eram colocadas como figuras centrais na trama”. Outros filhos do cantor não aparecem no filme, uma vez que a história se encerra em um período anterior ao nascimento deles.
Atualmente, “Michael” segue em exibição nos cinemas de todo o Brasil e existe a possibilidade de ganhar uma sequência, onde os acontecimentos que ficaram de fora podem ser abordados.

