Filmes 30 de abril, 2026 Por Tatiana Leonel

História real por trás de “O Diabo Veste Prada”: figuras influentes inspiraram a franquia

Sequência retoma universo baseado nas memórias de Lauren Weisberger como assistente da influente Anna Wintour

O universo de “O Diabo Veste Prada” ganha oficialmente uma sequência nos cinemas a partir desta quinta-feira (30). Embora a produção seja inédita, a história real com os bastidores que inspiraram a sinopse já são conhecidos pelos fãs da franquia.

Antes de o clássico de 2006 chegar às telas sob a direção de David Frankel, a trama nasceu na literatura: a autora Lauren Weisberger baseou o enredo em suas próprias experiências como assistente júnior de Anna Wintour, a influente ex-editora da Vogue Global.

História real de “O Diabo Veste Prada”

Publicada originalmente em 2003, a trajetória literária possui semelhanças visíveis com a carreira de Lauren Weisberger. No cinema, a protagonista Andy, interpretada por Anne Hathaway, reflete a história da própria autora, que passou por altos e baixos durante a trajetória profissional.

Já Emily, que ganha vida através de Emily Blunt, também teve uma correspondente na vida real, com identidade revelada recentemente no podcast The Run-Through, da Vogue. A estilista de celebridades Leslie Fremar foi a inspiração real para a personagem.

“Eu definitivamente disse a ela que um milhão de garotas matariam por esse emprego”, revelou Leslie, ao citar uma frase marcante da obra. “Essa foi definitivamente a minha fala porque eu realmente acreditava nisso, e sabia que ela não queria necessariamente estar lá”.

(Crédito: Reprodução / 20th Century Studios)
(Crédito: Reprodução/20th Century Studios)

Por fim, a icônica Miranda Priestly, papel de Meryl Streep, é uma representação clara de Anna Wintour. Ambas são conhecidas por uma liderança extremamente exigente, rígida e altamente hierárquica. A reputação como uma figura poderosa e inquestionável na moda serviu de base para a atriz.

Além do sucesso inicial, a autora publicou uma continuação chamada “A Vingança Veste Prada: O Diabo Está De Volta”, em 2013. Existem rumores de que o material possa ter servido de referência para a elaboração do roteiro do segundo filme.

Diferenças entre o livro e o cinema

Para garantir que a adaptação cinematográfica tivesse uma identidade própria, a roteirista Aline Brosh McKenna optou por modificar algumas passagens descritas no livro. Um exemplo marcante ocorre na abertura do filme, onde Andy aparece se arrumando para seu processo seletivo na revista Runway.

Na versão literária, a personagem é descrita enquanto dirige o carro conversível de luxo pertencente à sua chefe pelas ruas centrais da cidade. Diferente da Andy do cinema, a do livro já tinha contato com a moda, usando peças como “calças de camurça Gucci e Manolos” para compor seus looks.

Anne Hathway.(Crédito: Reprodução / 20th Century Studios)
Anne Hathway (Crédito: Reprodução/20th Century Studios)

Outra diferença notável aparece na construção da vilã. No livro, o histórico pessoal de Miranda Priestly é apresentado de maneira mais profunda e detalhada. Em contrapartida, na primeira versão para o cinema, o público quase não teve acesso à vida da editora fora do ambiente corporativo da revista.

“O Diabo Veste Prada” já está em exibição nos cinemas brasileiros.

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