Filmes 13 de julho, 2026 Por Tatiana Leonel

“Herança de Narcisa”, novo terror nacional, foi inspirado por vivência da própria diretora: “Trauma familiar”

Clarissa Appelt, diretora do filme de Paolla Oliveira, confessou que vivência na casa da mãe inspirou o roteiro do filme

Terror nacional que estreou com a proposta de deixar sua marca, “Herança de Narcisa” foi inspirado por fatos reais vivenciados pela própria diretora, Clarissa Appelt, que construiu o roteiro junto com Daniel Dias.

Em coletiva de imprensa que o Zappeando participou, a dupla deu mais detalhes de como surgiu a ideia para a sinopse do filme protagonizado por Paolla Oliveira, que estreia no gênero com duas personagens.

“Herança de Narcisa”: inspiração real por trás da história

“Herança de Narcisa” acompanha a jornada de Ana (Paolla Oliveira) de volta ao casarão onde passou a infância, no tradicional bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro. O imóvel antigo é a única herança deixada por sua mãe, Narcisa (também interpretada por Paolla Oliveira), uma ex-vedete vaidosa e instável que acabou de morrer.

(Crédito: Divulgação/Olhar Filmes)

Disposta a vender a casa o mais rápido possível, Ana começa a revirar o lugar com o irmão. As coisas mudam de rumo quando ele decide abrir o antigo camarim da mãe — o local exato onde estão guardados os segredos da morte de Narcisa — desenterrando traumas profundos e mistérios do passado.

Depois que o irmão vai embora, Ana fica sozinha e passa a ser assombrada por uma maldição ancestral e pelo espírito perturbado da mãe. Para conseguir sobreviver ao mal que a cerca, ela se vê obrigada a confrontar mágoas antigas e as memórias de uma relação tóxica que ficou mal resolvida.

A ideia de “Herança de Narcisa” partiu de uma vivência de Clarissa Appelt durante a pandemia de Covid-19. “A gente escreveu esse roteiro de uma forma louca, na pandemia eu estava em Los Angeles, bateu pandemia, voltei para o Brasil no meio dessa doideira. Não tinha onde morar, onde ficar, fiquei na casa dos meus pais um tempinho”.

(Crédito: Tomzé Fonseca/Agnews)

“Aí eu comecei a entrar em contato com algumas coisas, trauma familiar, coisas assim, aí eu falei para o Daniel ‘vou escrever uma história de uma filha que é possuída pela própria mãe, de certa forma, que é meio que tomada’. E aí o Daniel comprou essa pilha, a gente escreveu em 15 dias o roteiro, o primeiro tratamento”, relembrou.

Paolla chegou a brincar que o período de Clarissa na casa da mãe “foi bem tranquilo”. A atriz chegou até o projeto através de sua empresária e decidiu abraçá-lo mesmo sendo diferente de tudo o que já fez. “A gente leu, ainda tinha coisas por resolver, mas falamos ‘vamos juntos’. Eu que essa junção de pessoas que acreditam em um projeto que faz ele caminhar”, recordou a atriz.

(Crédito: Reprodução/Cred Olhar Filmes)

Questionada sobre o maior desafio, Paolla entregou que foi dar vida à ex-vedete em meio ao turbilhão de emoções de Ana. “As partes que tinham de Narcisa foram um pouco desafiadoras porque eu já vinha fazendo a Ana e a Ana tinha um tom pouquinho diferente da Narcisa. O tom [da Narcisa] era um pouquinho mais alto. Foi mais desafiador”.

O resultado não poderia ter sido mais emocionante. Clarissa comentou que, quando assistiu ao filme pela primeira vez, a mãe ficou muito emocionada e é exatamente essa mensagem que queria trazer às telonas.

Com exclusividade ao Zappeando, a diretora disparou: “É um filme catártico. Vocês vão sair de lá chorando, emocionados. É um filme para sentir alguma coisa, para sacudir e sair querendo abraçar a mãe, se conectar com as nossas famílias e nossos passados ancestrais”.

“Herança de Narcisa” está atualmente em cartaz nos cinemas.

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