Apresentadora Luciana Gimenez apareceu nas “Epstein Files” e explicou o porquê após boatos de estar envolvida nos esquemas criminosos do bilionário
Luciana Gimenez fala após aparecer nas “Epstein Files”

Recentemente, internautas se surpreenderam ao encontrar o nome da apresentadora Luciana Gimenez nas chamadas “Epstein Files”, compilado de documentos que vão desde transações bancárias a e-mails relacionados aos crimes do bilionário Jeffrey Epstein e outros possíveis envolvidos.
O documento “EFTA01299626.pdf” mostra três transações bancárias ligadas à apresentadora, incluindo uma movimentação de quase US$ 12 milhões (equivalente, hoje, a cerca de R$ 60 milhões). Os registros datam de 2014, 2018 e 2019, e o último ocorreu pouco antes da condenação do bilionário, preso em julho de 2019 por tráfico sexual de menores.
Diante da divulgação das transações e de posts que chegam a acusá-la de ser parte do grande esquema de Epstein – cujos documentos já mostraram também o cantor Mick Jagger, ex da apresentadora –, Luciana se manifestou negando qualquer ligação com o criminoso. Em nota pública, ela afirmou estar inclusive investigando o porquê de seu nome figurar no compilado.
“Luciana Gimenez esclarece que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele. A apresentadora reforça que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, repudiando de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações”, inicia a nota, esclarecendo a aparição nas “Epstein Files”.
“Inicialmente e conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica. A priori, as movimentações citadas que envolvem a apresentadora referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física”, informou a equipe de Gimenez.
Por fim, a nota pede cautela na veiculação de boatos sobre a situação. “A apresentadora permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e pede cautela, seriedade e responsabilidade na divulgação das informações, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação”, finaliza o comunicado.
Entenda o Caso Epstein

Jeffrey Epstein enfrentou, ao longo da vida, duas condenações. A primeira, em 2008, ocorreu por aliciamento de menor – e, por consequência, o bilionário norte-americano cumpriu 13 meses em liberdade condicional. Em 2019, a condenação foi por tráfico sexual de menores na Flórida e em Nova York, levando à prisão do empresário em julho do mesmo ano.
Um mês após ser preso, Epstein morreu na própria cela. A perícia concluiu, na época, que o bilionário tirou a própria vida, mas essa conclusão é, até hoje, algo que divide opiniões.
Devido à ligação conhecida de Epstein com inúmeras personalidades (como o presidente norte-americano Donald Trump, o bilionário Bill Gates e o príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II) e dado o teor dos crimes do empresário, os últimos anos foram marcados por pressão pública para que o governo dos Estados Unidos divulgasse os documentos referentes à investigação contra ele.
Com isso, no final de 2025, o Departamento de Justiça do país passou a divulgar publicamente uma série de documentos que incluem fotos, e-mails, transações bancárias e outras questões referentes ao caso. Nas fotos e em mensagens, vários outros famosos são citados ou aparecem ao lado do bilionário em situações diversas.
Como Epstein era uma personalidade famosa e muito poderosa, não é possível, a princípio, entender quais dos nomes citados também estavam envolvidos no esquema de tráfico sexual e quais tinham relações meramente financeiras.

