Em alta na Netflix, “Os Casos de Harry Hole” mostra morte chocante logo no primeiro episódio
Se você já achou o começo de “Os Casos de Harry Hole” impactante, prepare o estômago: a adaptação da Netflix dos livros de Jo Nesbø quase pegou muito mais pesado. A série abre com um evento que muda tudo: a morte da detetive Ellen (Ingrid Bolsø Berdal) logo no primeiro episódio.
Morte em “Os Casos de Harry Hole” seria mais impactante
Na trama, o protagonista Harry Hole (Tobias Santelmann) investiga um assalto a banco ao lado de Ellen, até que ela é assassinada por Tom Waaler, personagem de Joel Kinnaman, que faz de tudo para esconder sua participação no crime. Segundo o próprio Kinnaman, o que foi ao ar foi uma versão “suave”.
O ator revelou que partes extremamente violentas da cena foram removidas na edição final. “Existiam algumas coisas que foram cortadas que eram ainda mais violentas”, afirmou, em entrevista ao Screen Rant.

Kinnaman explicou que a ideia original era mostrar Waaler sendo cirúrgico na brutalidade para garantir que a encenação do crime fosse perfeita. O plano era mostrar o vilão “encontrando a veia na testa dela e atingindo ali” para criar “o tipo certo de respingo de sangue” e sustentar a farsa.
Apesar de toda essa frieza, o ator contou que tentou humanizar o vilão nesse momento de tensão. “Mas eu também queria colocar uma emoção humana ali, algo como ‘Eu realmente não queria fazer isso. Isso é muito infeliz’. Existe um conflito. Foi interessante encontrar esse equilíbrio, onde ainda há traços de empatia”, explicou.

Para quem é fã da obra original, a série traz surpresas. Embora a produção se baseie principalmente no livro “A Estrela do Diabo”, a morte de Ellen acontece em um momento diferente no papel e com responsáveis que não são os mesmos da TV.
Com essas liberdades criativas, a Netflix aposta em um caminho próprio para construir seus conflitos. A primeira temporada de “Os Casos de Harry Hole” já está disponível para maratonar no streaming.
