“Emergência Radioativa”: o que é real e o que é ficção na série da Netflix

Série em alta na Netflix, “Emergência Radioativa” se baseia em fatos reais com poucos detalhes adaptados para a ficção

“Emergência Radioativa” se destacou no catálogo da Netflix como série original brasileira de peso ao relembrar evento considerado o maior desastre radioativo do mundo fora de usinas nucleares. Baseada em história verídica, que ocorreu em Goiânia em setembro de 1987, a produção recria fatos reais, mas toma liberdades ficcionais.

Confira o que é real e o que é ficção na série!

“Emergência Radioativa” na Netflix: o que é real e o que é ficção

Fatos reais em “Emergência Radioativa”

Vítimas e personagens

Entre a ficção e a realidade, “Emergência Radioativa” unifica personagens, mas mantém o foco em figuras-chave como Devair Ferreira e os catadores Roberto e Wagner. O caso da de Leide das Neves — representada na série pela personagem Celeste – também aconteceu na vida real.

A criança foi uma das vítimas que ingeriu o material radioativo e não resistiu ao agravamento do quadro. Celeste e Antonia, que foi criada a partir da história real de Maria Gabriela, morrem no mesmo dia, assim como aconteceu fora da série, retratando o impacto da tragédia na vida das pessoas.

(Crédito: Reprodução/Netflix)

Desespero no hospital

A série original da Netflix também procurou se manter fiel ao retratar o desespero da equipe médica. Os profissionais de saúde, portanto, precisaram recorrer a tratamentos experimentais para tentar conter os efeitos da radiação, ainda desconhecidos e temidos por muitos deles.

A fidelidade aos fatos se estende a momentos surreais, como o transporte do material radioativo e o emblemático episódio do césio guardado em uma cadeira na Vigilância Sanitária, por exemplo. Roberto dos Santos Alves, assim como mostrado na série, teve o braço amputado em decorrência das complicações causadas pela exposição ao material radioativo.

(Crédito: Reprodução/Netflix)

Número de mortes da tragédia

Logo após o acidente, quatro mortes imediatas foram registradas, mas o número foi crescendo com o passar do tempo. A própria série menciona 16 mortes nos créditos finais, além de inúmeras pessoas com complicações de saúde e sequelas.

As consequências do acidente incluíram a demolição de imóveis, o isolamento de áreas críticas e o confinamento de toneladas de lixo atômico em estruturas de segurança.

O que não é real em “Emergência Radioativa”

Reação ao acidente

A série adapta a realidade para garantir o ritmo da produção. Um exemplo claro é a gestão do acidente: na prática, uma multidão de profissionais atuou na linha de frente.

Nas telas do streaming, em contrapartida, o esforço é personificado em um grupo reduzido, uma escolha comum para simplificar a história e focar no drama dos protagonistas.

(Crédito: Reprodução/Netflix)

Local das gravações

Outro ponto de divergência é a ambientação. Embora a trama seja situada em Goiânia, as filmagens ocorreram na Grande São Paulo — passando por cidades como Osasco e Santo André.

Essa descaracterização geográfica não passou despercebida, atraindo críticas contundentes de setores culturais goianos que prezam pela identidade local da história

“Emergência Radioativa” está disponível no catálogo da Netlix.

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