Kevin Williamson revelou que gravou um final alternativo para “Pânico 7”, mas optou por mudança após testes com o público
Os fãs de “Pânico” que já correram para os cinemas garantiram um combo de nostalgia em dose dupla. O novo filme marca o retorno triunfal de Sidney Prescott (Neve Campbell), a protagonista original da saga, que volta para retomar seu lugar de direito.
No entanto, o que realmente parou a internet foi a reaparição de Stu Macher. Interpretado por Matthew Lillard, o vilão é um dos nomes mais icônicos da franquia e o grande motor de toda a trama de “Pânico 7″, que quase ganhou um final alternativo, segundo o diretor, Kevin Williamson.
“Pânico 7”: diretor quase escolheu final alternativo para o filme
No novo filme da saga de sucesso, a trama brinca com o coração dos fãs: Stu parece estar de volta como o novo Ghostface. Desde os primeiros minutos, o filme resgata a lenda urbana de que ele teria sobrevivido ao confronto final com Sidney no primeiro filme.
Durante a projeção, ouvimos sua voz e vemos seu rosto marcado por cicatrizes, mas com um detalhe: a Inteligência Artificial. Sempre atento ao que acontece no mundo real, o novo filme aposta na onda dos deepfakes para dar um nó na cabeça do público.

No final, descobrimos que os verdadeiros culpados são personagens novos liderados por Jessica (Anna Camp), a vizinha de Sidney. Eventualmente, a personagem, aparentemente gentil e bondosa, se torna a antagonista central do filme.
O final de “Pânico 7” que não vimos
Mas afinal, Stu morreu ou não? O diretor Kevin Williamson revelou à Esquire que a produção chegou a filmar dois desfechos diferentes. “Tínhamos um final alternativo guardado na manga”, confirmou o diretor. Em uma das versões exibidas em sessões de teste, ficava claro que o vilão estava realmente vivo.
Apesar da torcida, o público preferiu a versão que chegou aos cinemas, onde Stu permanece morto. Para o diretor, essa escolha traz mais peso para a história. “Faz mais sentido. É mais realista. Se ele estivesse vivo, tudo o que acontece seria muito menos provável”, explicou.

Mesmo que Stu não tenha “ressuscitado” fisicamente, Williamson deixou as portas abertas para o ator. O cineasta não esconde a admiração por Matthew Lillard e o desejo de trabalhar com ele novamente. “Não acho que seu potencial total tenha sido realmente realizado. Ele tem história, tem profundidade”, afirmou, disparando: “Precisamos dele em mais filmes”.
Ao usar a IA como motor do mistério, “Pânico 7” aproveita para homenagear outros vilões da saga, como Nancy Loomis e Roman Bridger. A ideia de Williamson era justamente tocar na ferida das fake news e da tecnologia atual. “O que é verdade, o que não é? Você não sabe. Tudo é falso”, finalizou.
“Pânico 7” segue em cartaz nos cinemas.

