Documentário mostra momento em que Preta Gil descobriu que nada mais poderia ser feito para conter o avanço da doença
Uma das cenas mais marcantes do documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, que revisita a trajetória da cantora durante o tratamento do câncer, foi justamente quando descobriu que não tinha mais o que ser feito.
Preta Gil chegou a viajar para Nova York, nos Estados Unidos, para tentar uma terapia alternativa que controlasse a doença, mas não obteve sucesso. Diante da repercussão do momento, uma amiga próxima dividiu mais da reação dela com a notícia dolorosa.
Amiga de Preta Gil relembra dia que a cantora descobriu falha do tratamento
Idealizado pela própria cantora desde o início do diagnóstico, em janeiro de 2023, o documentário reúne imagens gravadas por ela mesma, pela família e por amigos. Após ser submetida a uma primeira cirurgia para retirada do tumor, no final do mesmo ano, Preta celebrou a remissão da doença.
No entanto, poucos meses depois, descobriu que o câncer tinha voltado, ainda mais agressivo, em agosto de 2024, em quatro regiões diferentes do corpo, incluindo linfonodos e metástase no peritônio. Disposta a lutar pela cura, Preta foi para Nova York para se tratar no Memorial Sloan Kettering Cancer Center com terapia inovadora.

Apesar dos esforços, Preta não reagiu ao tratamento e recebeu uma ligação para avisá-la de que as tentativas não tinham dado certo e nada mais poderia ser feito. A cantora viveu esses momentos de angústia ao lado de pessoas queridas, incluindo Jude Paulla, que estava ao lado dela no momento difícil.
Com a repercussão da cena do documentário, Ju se pronunciou no X (antigo Twitter). “Acho que nada foi tão traumatizante quanto esse dia! Eu deixei ela na clínica pra quimio com a Marina [irmã de criação de Preta], enquanto eu ia arrumar Airbnb pra gente voltar pra NY, como fazíamos toda vez. Era uma semana de tratamento e outra não”, relembrou.
“Marina me ligou pedindo que eu fosse correndo direto pra clínica, que o médico só ia falar com nós duas presentes. Cheguei lá ela era outra pessoa, eu fiquei assustada e veio a notícia: ela vai ter que sair do tratamento. se puderem voltem pra casa o quanto antes”.

“Marina tinha que voltar pro Brasil. Daí começou nossa luta porque eu tinha que voltar com ela pra NY, junto com a Sol de Maria [neta de Preta], um monte de mala. Eu tentando não deixar o motorista assustado. De Washington pra NY de carro eram 4/5 horas”.
“E aí ela só conseguia ir na frente do carro porque atrás estávamos eu, Sol de Maria e mil malas, porém o corpo dela já estava meio mole. E eu com medo dela se machucar, coloquei todo o banco dela pra trás, me enfiei no vão do banco da frente e fui segurando ela até NY”, relatou.
“Ela só abriu o olho e disse: ‘tá pesado pra você né’? Eu respondi que não, que era meu sonho ir ali no carro desde criança, ela riu e dormiu de novo!”, finalizou. Preta chegou a manifestar o desejo de voltar ao Rio de Janeiro, mas não resistiu, passou mal na ambulância e morreu nos Estados Unidos em 20 de julho de 2025.
O documentário “Preta – Eu Não Ando Só” está disponível no Globoplay para assinantes.

