Atriz afirmou que ter passado por um divórcio conturbado envolvendo traição ao mesmo tempo que tratava a doença foi muito difícil para Preta
Carolina Dieckmmann deu um depoimento para o documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, que traz relatos e vídeos de Preta Gil durante o tratamento contra o câncer, um ano após a morte da cantora. A atriz foi uma das amigas que acompanhou de perto cada etapa desde o diagnóstico e confessou acreditar que o término do casamento da artista teve impacto negativo sobre a doença.
Carolina Dieckmmann revela impacto de separação em Preta Gil
A separação de Preta Gil e o diagnóstico de seu câncer se cruzaram de forma dolorosa em 2023. A cantora descobriu um câncer no intestino em janeiro daquele ano e, durante o tratamento, confirmou uma traição do então marido, Rodrigo Godoy.
Preta optou pelo divórcio, enquanto ainda estava internada, chamando a decisão de “instinto de sobrevivência”. A cantora relatou publicamente que Rodrigo a deixava sozinha no hospital para sair e tudo fez sentido quando descobriu a verdade.

O ex-marido teve um caso extraconjugal com Ingrid Lima, que trabalhava diretamente com Preta, como sua estilista pessoal. De acordo com a cantora, os dois ficaram juntos por sete meses até a revelação, inclusive dentro de sua própria casa, enquanto já estava em tratamento.
Durante o documentário, Carolina Dieckmmann relembrou a separação em depoimento. “A doença da Preta tem um agravante muito grande, que eu nem consigo te dizer o tamanho, que foi vir junto com o fim do casamento do jeito que foi”.
“Naquele momento, foi uma porrada maior do que o câncer”, avaliou. “Você tomar porrada de alguém que você não espera, alguém que você dorme”.

Gominho, que também foi um dos melhores amigos de Preta, complementou o relato. “Era o ex-marido traindo, ela fazendo quimio, falei ‘não, gente, não tem condição, eu vou para lá’. A gente foi nessa intenção de estar como a gente sempre esteve com ela”.
Na época do tratamento, Gominho decidiu deixar Salvador para ficar perto de Preta. “Organizando a vida dela, ela organizando a nossa, a gente sempre viveu assim. Por isso que eu sai de Salvador para ficar com ela na época da quimio”.

“Quando eu cheguei, vi que Rodrigo não estava presente, todo mundo vivendo suas vidas, eu vendo ele não presente e eu conhecendo ela, não pensei duas vezes. Eu conheço ela. Ela não suportava estar sozinha”, detalhou.
“Ela não tinha essa de meu momento sozinha, não tinha assim, tinha uma época que ela queria fazer terapia com a gente junto no quarto. E a gente ‘não ridícula'”, brincou.
O documentário “Preta – Eu Não Ando Só” está disponível no Globoplay para assinantes.

