Filmes 16 de junho, 2026 Por Tatiana Leonel

Carol Dieckmmann revela ter vivido experiências sobrenaturais nos bastidores de “A Viagem”

Atriz relatou acontecimentos “sem explicação” durante as gravações do filme derivado da novela

Carolina Dieckmmann revelou nesta terça-feira (16) que os bastidores do filme “A Viagem”, atualmente em desenvolvimento, foram marcados por acontecimentos misteriosos.

Em interação com fãs nas redes sociais, a artista — que interpreta a protagonista Diná, papel que foi de Christiane Torloni na novela de 1994 — revelou ter vivenciado experiências sobrenaturais.

“A Viagem”: Carol Dieckmmann viveu experiências sobrenaturais

De acordo com a artista, a produção foi marcada por experiências que ela mesma classificou como “sem explicação”.

“Aconteceram umas coisas meio sem explicação. No filme tudo é mais intenso porque a história é contada em uma hora e meia, diferente dos dez meses da novela. Foi bem tenso”, desabafou Carolina, lembrando que a própria Christiane Torloni já havia relatado fenômenos parecidos no passado.

Carolina preferiu manter o mistério e adotar uma estratégia de suspense, prometendo que vai revelar as histórias completas quando a estreia do filme estiver mais próxima.

(Crédito: Globo/Estevam Avellar)

“Isso era uma coisa que eu pensava muito. Aconteceram umas coisas, vou deixar para contar mais perto do lançamento. Aconteceram umas coisas meio sem explicação”, revelou a atriz.

Durante o desabafo, Carolina explicou que o formato de longa-metragem intensificou drasticamente a carga emocional e energética do projeto.

Enquanto a telenovela original diluía a densidade de sua trama espírita ao longo de nove ou dez meses, o filme condensa todo o drama, o sofrimento e a redenção dos personagens em uma narrativa de apenas uma hora e meia.

(Crédito: Reprodução/Globo)

Carolina fica responsável por dar vida para Diná, a protagonista forte e passional que se recusa a aceitar a morte do irmão criminoso, Alexandre, interpretado por Pedro Novaes.

“Fora o assunto, né? No filme, é tudo muito intenso, porque, na novela, é contado em nove, dez meses, no filme é uma hora e meia. É tudo mais intenso, perto um do outro. Foi bem tenso”, confessou a atriz, deixando claro que a experiência exigiu muito de seu físico e psicológico.

Relato de Christiane Torloni

A veterana também já tornou público que viver a personagem exigiu mais do que apenas talento técnico — exigiu força espiritual. Em uma entrevista concedida ao programa “Conversa com Bial”, Christiane detalhou o verdadeiro pesadelo que enfrentou enquanto gravava a novela escrita por Ivani Ribeiro.

Na época, a energia densa que cercava a produção parecia segui-la até mesmo fora dos estúdios. “Quando a gente começou a gravar, estava morando provisoriamente num apartamento daqueles antigos (…) e, quando chegava de noite, a casa não ficava em paz. Eu estava morando sozinha, e o quarto 1 e o quarto 2 ficavam apitando. Caiam coisas na sala”, relembrou.

(Crédito: Divulgação/Globo)

A atriz, que se descreve como alguém firme e nada impressionável — tendo crescido na casa antiga de sua avó sem nunca ter sentido medo — admitiu que a situação bizarra começou a afetar seu descanso e sua sanidade cotidiana.

O incômodo com os fenômenos na década de 1990 foi tão grande que Christiane se viu obrigada a procurar o diretor geral da novela, Wolf Maya. A preocupação da atriz era saber se a equipe havia tomado os cuidados necessários ao lidar com um tema tão real e sensível para muitas religiões, como a vida após a morte, o purgatório e o plano espiritual.

Torloni defendeu que produções que tocam nesses assuntos precisam de uma blindagem ou de um rito de respeito. “Falei: ‘Wolf, a gente pediu licença para fazer esse trabalho?’. Porque acredito nessas coisas. Quando a gente vai trabalhar com coisas reais, mesmo, você tem que fazer uma mentalização”.

“Preciso fazer alguma coisa, estou tão cansada, chega na hora de dormir e a casa vira… as coisas caem e tal. Aquilo começou a me incomodar mais do que assustar”, declarou. Trinta anos depois, a história parece se repetir com a nova geração que reconta esse clássico.

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