Elize Matsunaga foi invalidada na herança, mas casou com comunhão parcial de bens, o que permitiu obter um valor alto
Mesmo após ser condenada pelo assassinato e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Matsunaga, Elize Matsunaga recebeu quase R$ 1 milhão em bens após o crime, ocorrido em 2012. Apesar de ter sido excluída da herança, o valor deriva de uma parte dos ativos construídos durante o período da união.
Saiba mais sobre o patrimônio!
Qual é o patrimônio de Elize Matsunaga?
O lançamento da produção da Netflix sobre Elize Matsunaga voltou a gerar curiosidade sobre o destino do patrimônio da família. De acordo com o Metrópoles, o montante recebido pela ex-bacharel em direito foi de aproximadamente R$ 900 mil.
O valor, no entanto, não deriva de herança, já que Elize foi excluída por indignidade. Conforme os mecanismos da lei civil em casos de homicídio, o pagamento está vinculado às normas do regime de bens adotado pelo casal na época do casamento.
Ullisses Campbell, autor da biografia de Elize, afirmou, ao podcast Universa, que o valor é resultado do que se define juridicamente como meação. A união do ex-casal seguia o regime de comunhão parcial de bens.

Portanto, metade de tudo o que foi comprado de forma onerosa pelo casal durante a união pertence legalmente a cada um dos cônjuges, independente das circunstâncias do fim. Isso permitiu que Elize recebesse um valor alto.
Elize Matsunaga recebeu herança do marido?
Os valores da herança deixada individualmente por Marcos Matsunaga tiveram um encaminhamento jurídico distinto. Por ter sido condenada por homicídio doloso contra o autor da herança, Elize não conseguiu nada.
Elize foi alvo do conceito de indignidade, como autora do homicídio, dispositivo do Código Civil que impede o criminoso de herdar bens da vítima. Todo o patrimônio particular do empresário foi destinado à filha do casal, Helena.
Hoje com 15 anos, Helena vive sob a guarda dos avós paternos, Mitsuo Matsunaga e Misako Matsunaga. Apesar do interesse de Elize em revê-la, os responsáveis definiram que vão permitir que ela tome a decisão quando atingir a maioridade.
Relembre o caso de Elize Matsunaga
O assassinato de Marcos Matsunaga, herdeiro e diretor executivo da Yoki, chocou o Brasil em 19 de maio de 2012 pelos detalhes brutais do crime. Elize Matsunaga confessou ter atirado no marido dentro do apartamento onde o casal vivia em São Paulo e esquartejado o corpo.
A ex-esposa de Marcos foi presa semanas depois do crime e confessou o assassinato, alegando que atirou para se defender dele, após entrarem em discussão pela traição. No entanto, a acusação acredita que o crime foi planejado por vingança e interesse financeiro.

Durante o julgamento, uma das babás da família afirmou que Elize teria comprado uma serra elétrica na véspera do assassinato. A criminosa, por sua vez, afirmou que “não estava normal” no dia do crime e disse que se arrepende, em julgamento que aconteceu em 2016 e durou sete dias.
O caso terminou com a condenação de Elize a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão por homicídio, destruição e ocultação de cadáver. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para 16 anos e 3 meses pela confissão. Desde 30 de maio de 2022, ela está no regime aberto após a Justiça conceder liberdade condicional.

