Jazz é um gênero secular, portanto, não importa quantas décadas passem, ele continuará sendo venerado e redescoberto.
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Ao longo da História diversos jazzistas se tornaram célebres pelas rupturas musicais que estabeleceram em seus instrumentos, mas, principalmente por superarem suas próprias limitações e expandir as premissas do gênero, ora dialogando com outras cenas musicais, ora apresentando estruturas rítmicas e harmônicas inovadoras para a época que atuaram.
A emissora britânica BBC, em parceria com a rádio Jazz FM, pediu a seus leitores que nomeassem o maior jazzista de todos os tempos. Veja, em retrospecto, como ficou essa classificação:
#10 Oscar Peterson
O pianista canadense atravessou diversas gerações do jazz, tornando-se um mestre do swing. De tão virtuoso que é, foi considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos.
#9 Bill Evans
Conhecido por ser um dos principais instrumentistas do antológico “Kind of Blue” (1959), de Miles Davis, o pianista Bill Evans teve exitosa carreira como bandleader, desenvolvendo um estilo polirrítmico que influenciou uma geração de outros pianistas, de Herbie Hancock a Fred Hersch.
#8 Thelonious Monk
Mais um pianista. O excêntrico Thelonious Monk batia nas teclas como se elas fossem um instrumento de percussão. Isso trouxe mais síncope às suas melodias, ajudando-o a se tornar um dos maiores improvisadores de todos os tempos.
#7 Billie Holiday
A cantora tinha no sax-tenorista Lester Young o par perfeito para musicar suas dores sentimentais. Sua influência foi torrencial – ela antecipou uma grande onda de cantoras de jazz e gravou a revolucionária “Strange Fruit”, que narrava o ardor dos negros que foram massacrados e tiveram seus “corpos balançando na brisa do Sul”.
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#6 Charlie Parker
Maior ícone do bebop, o saxofonista desenvolveu um estilo próprio a partir da agilidade e da dinâmica intensa de notas. Sua habilidade de improvisar era de deixar qualquer um boquiaberto: ele era voraz e arrebatador.
#5 Ella Fitzgerald
A ‘rainha do jazz’ era, também, a ‘ rainha dos songbooks’, em que reimaginava canções de Cole Porter, Nat King Cole, Count Basie e Louis Armstrong com sua voz exuberante. Ela gravou mais de 200 discos na carreira e ganhou 13 Grammys.
#4 John Coltrane
A técnica de John Coltrane estava ligada ao hard-bop, mas ele também lançou discos de free-jazz (“Ascension”) e modal (“My Favorite Things”). É, certamente, o saxofonista mais influente depois dos anos 1960, por conta de seu envolvimento quase ‘espiritual’ com o instrumento.
#3 Duke Ellington
Pergunte a qualquer crítico de jazz, e eles te responderão: Duke Ellington é o maior bandleader de todos os tempos! Ele atravessou o período da grande era das big bands, reformulou sua sonoridade no pós-guerra e adequou, conforme trocava de músicos, cada composição como parte de um opus coletivo. Seu registro essencial: “ At Newport”, de 1956.
#2 Louis Armstrong
Se não fosse Louis Armstrong, o jazz não teria o protagonismo que teve ao longo dos anos. Graças ao trompetista o gênero expandiu sua popularidade, agregando o vocal como elemento importante e criando um estilo de tocar que abriu milhares de portas para que o gênero ‘assimilasse’ a música vinda de todos os cantos do mundo.
#1 Miles Davis
O trompetista Miles Davis ‘revolucionou’ o jazz várias vezes: em 1949, ‘esfriou’ o bebop com seu estilo sereno. No meio dos anos 1950, estabeleceu com Gil Evans uma das mais bem-sucedidas obras que uniam o jazz ao clássico. Em 1959, gravou o disco mais vendido de jazz de todos os tempos, “Kind of Blue”, a partir das estruturas modais teorizadas por George Russell. Nos anos 1970, criou o fusion, unindo rock e funk ao jazz. No fim de carreira, nos anos 1990, ensaiou diálogo com o hip hop (em “Doo Wop”). De tão inventivo que era, não é nada injusto vê-lo no primeiro lugar dessa lista de gigantes.
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