Grupo de K-pop BTS está prestes a lotar estádios na 4ª turnê mundial da carreira – mas o impacto deles vai além de vendas de ingressos, álbuns e presença em plataformas de streaming
Atualmente reconhecido como o maior grupo do mundo, o BTS, formado por Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Jung Hoseok (J-Hope), Park Jimin, Kim Taehyung (V) e Jeon Jungkook, não é grande apenas pelo talento e pelos resultados relacionados à música.
Além dos streams em plataformas como Spotify e Apple Music, dos ingressos de shows e das vendas de álbuns, o grupo também contribui com a Coreia do Sul movimentando áreas como turismo, intercâmbio para aprendizado de idiomas, bens de consumo e até indiretamente com a exportação de cosméticos, roupas e acessórios. Saiba mais abaixo sobre o impacto do BTS na Coreia:
BTS e a economia sul-coreana: impacto ultrapassa o cultural

O BTS estreou em 2013 pela empresa Big Hit Entertainment, atualmente chamada HYBE. Ao longo dos últimos treze anos, eles “furaram a bolha” do K-pop e se tornaram um fenômeno verdadeiramente global marcado não apenas por sucesso, mas por grande impacto cultural e econômico.
Em 2019, uma análise promovida pela Statista mostrou que o grupo tem alto impacto na economia sul-coreana. Segundo estimativas, o grupo contribui anualmente com mais de 5.5 trilhões de wons – o equivalente a US$ 4.65 bilhões. Isso representa uma fatia de 0.3% do PIB da Coreia do Sul, se aproximando da porcentagem garantida pela empresa de transporte aéreo Korean Air, de 0.7%.

Outro ponto impressionante é que o BTS não garante isso apenas com valores proporcionados por vendas de álbuns e streams. Como um dos grandes responsáveis modernos pela manutenção da hallyu (onda coreana) no mundo, eles também ajudam a popularizar a cultura sul-coreana globalmente, trazendo receita de outras fontes.
Estima-se, por exemplo, que o BTS atraia cerca de 800 mil turistas para a Coreia anualmente, além de impulsionar indiretamente o consumo de cosméticos, itens de vestuário e o aprendizado do idioma.
Ausência do grupo gerou queda no lucro da empresa

A partir de 2022, os integrantes do BTS começaram a cumprir o serviço militar obrigatório. Um a um, eles se alistaram e tiveram de passar um longo período afastados das atividades típicas, como gravação de músicas e realização de shows. Mesmo com turnês individuais dos que ainda estavam na ativa, porém, a HYBE sofreu com a ausência do grupo.
Em 2024, a empresa comunicou o faturamento recorde de 225 trilhões de won – mas, em contraste, houve uma queda de 37.5% no lucro operacional, algo atribuído pela própria HYBE à ausência do BTS na cena. Nesse período, a empresa precisou gastar com a estreia de outros grupos e expansão internacional, e admitiu que a participação do BTS na receita total da companhia caiu de 95% (no auge do grupo) para menos de 20% durante o serviço militar.
Turnê mundial promete alto impacto econômico

Com o fim do serviço militar obrigatório, o BTS retornou à cena com o álbum ARIRANG, lançado em março de 2026. Agora, eles estão prestes a embarcar para mais uma turnê mundial – e estimativas apontam que os números devem ser impressionantes.
Analistas financeiros do IBK Securities e do IM Securities já rotulam 2026 como o ano do “BTS-nomics”. Enquanto a The Eras Tour, da cantora Taylor Swift, faturou US$ 2.07 bilhões com 148 shows, a nova turnê do BTS promete faturar um valor parecido com menos de 100 apresentações ao redor do mundo.

O Korea Culture and Tourism Institute, por exemplo, projeta que a turnê deve gerar 1.2 trilhão de won (US$ 840 milhões) por show em impacto econômico nas cidades por onde passar. Isso inclui o faturamento de hotéis, restaurante, transporte e varejo. Enquanto isso, devido ao retorno do grupo e a turnê, a HYBE projeta um aumento de até 10 vezes no lucro operacional em 2026 em relação ao período de pausa.
