Dani Winits contracenou como par romântico de Gerson Brenner em “Corpo Dourado” e se sensibilizou com tragédia
Danielle Winits abriu o coração ao comentar a partida de Gerson Brenner, seu par romântico em “Corpo Dourado” (1998), última novela dele. O ator, que marcou os anos 90 como um dos grandes galãs da TV, morreu aos 66 anos em decorrência da falência de múltiplos órgãos, deixando um vazio na história da teledramaturgia.
Danielle Winits se despede de Gerson Brenner em homenagem
Nas redes sociais, Danielle já tinha prestado sua primeira homenagem ao postar uma foto dos personagens Alicinha e Jorginho, que fizeram história em “Corpo Dourado”. “Acordei lembrando que fomos felizes para sempre”, escreveu a atriz, em seu perfil do Instagram.

Ao rever imagens da trama no “Encontro”, programa de Patrícia Poeta, a atriz não segurou as lágrimas e confessou o impacto da notícia. “Estava olhando ali, me emocionei bastante ontem quando soube da notícia. E quando eu soube que viria aqui, falei: ‘Ai, tomara que eu não veja nenhuma imagem’”.
“Mas, na verdade, as imagens fazem parte da minha vida, né? Fazem parte da minha história, e eu sabia que ia falar sobre isso”, desabafou. O trabalho em “Corpo Dourado” deveria ter tido um final épico, mas foi interrompido por uma tragédia real.

Em 17 de agosto de 1998, Gerson viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar a última cena da novela quando foi baleado na cabeça durante um assalto. Dani relembrou o momento exato em que o sonho foi pausado e a carreira do ator interrompida no auge.
“Foi o último trabalho dele. Ele não conseguiu fazer a última cena. Eu lembro que me ligaram, eram quatro horas da manhã, e a gente ia gravar a última cena, e não deu para ele gravar. Mas ele foi feliz até o final. E é como eu escrevi hoje: a gente foi feliz para sempre”, concluiu a atriz.

Para Danielle, Gerson vivia o ápice de sua trajetória artística antes do crime que lhe tirou a mobilidade e a fala. “Foi bem difícil, porque era um momento muito importante, não só da minha vida ali, dentro de um trabalho onde eu estava muito feliz, mas para o Gerson foi um momento de quebra de barreiras”.
“Ele estava iluminado nesse trabalho. E a gente estava muito feliz. A gente não conseguiu terminar, mas, ao mesmo tempo, a gente fez ele inteiro”, acrescentou, por fim. Gerson Brenner passou 23 dias na UTI após o atentado e conviveu com as sequelas por quase três décadas.
