Marta Mendonça conheceu Gerson Brenner logo após o assalto que sofreu e dedicou a vida aos cuidados do ator
A morte de Gerson Brenner, na última segunda-feira (23), traz à tona não apenas o legado do galã da Globo nos anos 90, mas também uma das histórias de amor e renúncia mais inspiradoras do meio artístico. Ao seu lado até o fim, Marta Mendonça renunciou à própria carreira para garantir que o ator tivesse dignidade e carinho após o crime que mudou seu destino em 1998.
Quem é a esposa de Gerson Brenner: Marta largou tudo por ele
O primeiro encontro dos dois aconteceu de forma profissional: Marta era psicóloga e fazia parte da equipe que acompanhava a reabilitação de Gerson. Na época, o ator já enfrentava as sequelas do tiro na cabeça que comprometeu sua fala, mobilidade e cognição.
Em 17 de agosto de 1998, Gerson dirigia de madrugada de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar o último capítulo de “Corpo Dourado”, quando foi alvo de armação. Os criminosos espalharam pedras na pista para furar os pneus de seu carro e, enquanto tentava consertar, o ator foi abordado e levou um tiro na cabeça.

Ao ser encaminhado para tratamento, a conexão com Marta foi tão forte que a ética profissional da psicóloga falou mais alto. Ao perceber que o ator estava se tornando seu confidente, decidiu encaminhá-lo para outro colega. Pouco depois, o amor venceu: iniciaram uma relação e se casaram em 2014.
Marta cuidou de Gerson Brenner até o fim da vida
Para viver esse amor, Marta tomou uma decisão radical: abandonou a psicologia para ser a cuidadora em tempo integral de Gerson. Em uma entrevista emocionante ao “Domingo Espetacular”, em 2023, a esposa do ator relembrou a escolha e garantiu não se arrepender de nada ao longo dos últimos anos.
“Se você ama alguém, alguma renúncia você vai ter. Depois de um tempo que eu já conhecia ele, eu resolvi largar a parte profissional e eu sou Gerson. Não me arrependo de absolutamente nada”, declarou.

Mesmo com as limitações severas do marido, Marta sempre encontrou formas de se comunicar e se sentir preenchida pela presença dele. Para ela, cada pequeno progresso era uma vitória compartilhada.
“Ele pode não dar sinais, mas ele sempre foi muito claro. Ele falava mesmo. Eu acho que a mínima coisa me nutre, quando ele faz uma fala diferente, um raciocínio diferente… isso me nutre”, admitiu a companheira na ocasião.
