“O Naufrágio de Heweliusz” acompanha a maior tragédia marítima, em tempos de paz, da Polônia, com história real
Minissérie polonesa da Netflix, “O Naufrágio de Heweliusz” se baseou em fatos reais para retratar uma grande tragédia, envolvendo o ferry Heweliusz. Logo depois de partir da Polônia, se deparou com uma tempestade forte, levando passageiros e tripulantes a enfrentarem uma luta pela sobrevivência.
Conheça a história real!
História real de “O Naufrágio de Heweliusz”, minissérie da Netflix
Com grande repercussão entre a audiência, a minissérie traz detalhes e perspectivas de uma tragédia que marcou o país. O caso aconteceu na madrugada de 14 de janeiro de 1993 quando, logo depois de partir de um porto de Świnoujście na Polônia, a balsa foi atingida por uma tempestade, que agitou o mar de forma intensa.
O ferry tinha como destino a cidade de Ystad, na Suécia, mas os 35 passageiros e 29 tripulantes precisaram lidar com as consequências da tempestade, que resultou em 55 mortes. A embarcação, que partiu por volta de 22h30, afundou nas águas do Mar Balático entre 4h10 e 5h12 da manhã.

O Heweliusz ficou pronto em 1977, projetado para o transporte de caminhões, bem como vagões ferroviários. No entanto, a balsa, operada pela EuroAfrica e pertencente à Polish Ocean Lines, registrou quase 15 incidentes graves, durante 30 anos de serviço, incluindo um incêndio que danificou sua estrutura em 1986.
Na época, alguns reparos foram realizados, como, por exemplo, a adição de 70 toneladas de concreto ao convés afetado, que comprometeram a estabilidade da embarcação. O problema, porém, nunca se resolveu completamente. Dias antes do desastre, da mesma forma, o portão de popa sofreu danos, durante uma manobra no posto de Ystad.

Andrzej Ulasiewicz, capitão responsável, tentou suspender a última viagem para levar o navio para novos reparos, mas recebeu ordens para seguir viagem após consertos totalmente provisórios. O ferry, portanto, estava vulnerável no meio da tempestade, chamada de Verena, que antecedeu o naufrágio.
Como foi o naufrágio de Heweliusz
Os ventos, nesse meio tempo, chegaram a atingir 160 km/h e ondas de cinco metros, afetando o casco. O navio lutou para manter o equilíbrio, com a tripulação chegando a encher tanques de lastro no bombordo, contrariando os protocolos convencionais, em um momento de puro desespero.
Posteriormente, as amarras do veículo se romperam, agravando o desequilíbrio. O capitão ordenou a evacuação por volta de 4h30, com muitos passageiros sem conseguir alcançar o bote salva-vidas, usado como apoio. A equipe emitiu o pedido de socorro, dez minutos depois, mas, devido a erros de comunicação, as equipes da Alemanha e da Dinamarca só chegaram mais de uma hora depois.

Por volta de 5h12, o Heweliusz desapareceu no meio das ondas, a cerca de 24 quilômetros do Cabo Arkona, na ilha alemã de Rügen. A temperatura da água, de 2ºC, reduziu as chances de sobrevivência, com apenas nove tripulantes resgatados com vida e encaminhados ao hospital em estado de hipotermia. Das 55 vítimas, somente 37 corpos foram recuperados, entre eles, os de duas crianças e de muitos caminhoneiros – suecos, austríacos, húngaros, noruegueses e tchecos.
Hanna Suchoka, então primeira-ministra, criou uma comisão de inquérito, que arrastou as investigações durante anos. A princípio, o processo se encerrou sem conclusões. Contudo, mais tarde, a responsabilidade do desastro foi atribuída à EuroAfrica, que estava ciente das condições precárias do navio. Falhas do capitão, da supervião do Registro Polonês de Navegação, do Escritório Marítimo de Szczecin também foram apontadas por fim.

Com cinco episódios, “O Naufrágio de Heweliusz” está disponível no catálogo da Netflix.
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