No “Saia Justa”, a campeã do BBB26 reflete sobre a sensação de ser ouvida após ter se sentindo invalidada em 2016
Ana Paula Renault relembrou sua trajetória no Big Brother Brasil durante participação no “Saia Justa”, da GNT, exibida nesta quarta-feira (29). A jornalista refletiu, portanto, sobre a primeira ida ao reality show, em 2016, além de avaliar o retorno, dez anos depois, quando se consagrou a grande campeã.
Ana Paula Renault revela que se sentiu invalidada no BBB16
Durante a conversa, Ana Paula, que arrecadou o maior prêmio da história do BBB, afirmou que agiu da mesma forma nas duas vezes em que esteve no programa. No entanto, a veterana se sentiu invalidada na edição de 2016, da qual foi desclassificada após agredir Renan Oliveira com dois tapas no rosto.
A veterana, que perdeu o pai nos últimos momentos do BBB26, garantiu estar vivendo um turbilhão de sentimentos desde que se despediu da casa. “É um misto de sentimentos, porque aconteceram várias coisas. Eu ainda não consegui entender nada de forma plena”, pontuou.

“Não consegui ficar feliz de forma plena ou ficar triste de forma plena”, acrescentou, em seguida. Ana Paula destacou que voltou ao programa com um objetivo claro: ser ouvida. “Em 2026, eu entrei para viver, sim, porém eu tinha um objetivo, que era ganhar, que era o prêmio e que era ser escutada”.
De acordo com Ana Paula, a maturidade foi essencial para que adotasse uma nova postura no jogo. “Eu falei muitas dessas coisas que demonstrei agora em 2026 lá em 2016 também e fui invalidada. Só que agora, graças a Deus, as pessoas entenderam, porque eu acho que o mundo mudou, eu também consegui mudar a forma de me posicionar”.
“Eu acho que as pessoas resolveram me dar um crédito, porque graças a Deus o mundo evoluiu. Eu sou aquela de 2016, um pouco mais cansada, claro, com um pouco mais de inteligência emocional”, poderou também. “Foi um dos meus compromissos ir lá buscar minha aposentadoria, o que deu certo. E minha outra missão era resgatar, de certa forma, minha realização profissional”.
BBB26 salvou a vida de Ana Paula Renault
Eventualmente, Ana Paula comentou sobre a morte do pai, Gerardo Henrique, de 96 anos, da qual foi informada pela produção do programa. Apesar de toda dor, a veterana decidiu seguir até a final, marcada para dois dias depois, disposta a honrar o apoio que recebeu para viver essa experiência.
“O roteirista é maluco, mas eu acho que tem alguns fundamentos aí. Gente, eu não conseguiria. Se fosse em outras circunstâncias, todo mundo que é próximo de mim sabe que eu não conseguiria”, desabafou, com a voz embargada.

A agenda lotada de compromissos permitiu que lidasse melhor com o luto. “É muito clichê falar que Deus escreve certo por linhas tortas — tortíssimas e doloridíssimas — mas me salvou de algo que talvez eu não conseguiria me tirar depois. Só eu sei do quão forte é minha relação com meu pai”.
“Por isso que eu estou aqui hoje sobrevivendo, vivendo, e eu tenho certeza absoluta que eu vou conseguir superar tudo”, declarou a jornalista, que lamentou o fato de julgarem a forma como ela e a família estão vivendo. “Ainda existem os fiscais de luto”, apontou.

“Eu li esses dias que o luto parece quando estamos sujos de glitter. No primeiro momento, tudo é muito brilhante, tudo muito sujo e tal, a gente consegue dar uma limpada ali. Mas vira e mexe você abre uma gaveta, vê uma blusa e está lá aquele brilhinho para não te fazer esquecer”.

