Minissérie documental da Netflix, “Reality Check” revisita polêmicas e analisa o impacto cultural de “America’s Next Top Model”
Poucos programas deixaram uma marca tão profunda na cultura pop quanto “America’s Next Top Model”. Duas décadas após sua estreia, o reality show, cercado por polêmicas nos bastidores, retorna ao centro do debate global através do lançamento de “Reality Check: Inside America’s Next Top Model”.
A nova minissérie documental da Netflix, que chega ao catálogo no dia 16 de fevereiro, propõe uma análise profunda sobre o fenômeno. O lançamento ocorre em um momento estratégico, uma vez que a popularização do streaming, além de vídeos nas redes sociais, permitiram que uma nova geração redescobrisse a obra.
Como resultado da nova onda de exposição, o público passou a questionar cenas antes normalizadas, o que reacendeu discussões pertinentes sobre padrões de beleza, exposição emocional e os limites éticos dentro do entretenimento.
Confira detalhes!
“America’s Next Top Model”: minissérie documental na Netflix
O auge e as contradições do fenômeno Tyra Banks
Tyra Banks criou o programa em 2003, ao lado de Ken Mok e Kenya Barris, e rapidamente consolidou a marca como um sucesso absoluto. Ao longo de 24 temporadas exibidas até 2016, a narrativa acompanhou aspirantes a modelos confinadas em uma casa, onde enfrentavam desafios semanais e eliminações carregadas de drama.
Além disso, o reality introduziu termos e poses que se integraram ao vocabulário da moda e da cultura pop mundial. No auge de sua exibição, a audiência ultrapassou 100 milhões de espectadores, ao mesmo tempo em que o programa se destacava por ampliar a diversidade nas passarelas televisivas.

Contudo, embora trouxesse corpos e etnias pouco representados na época, esse avanço coexistia com críticas severas à aparência física das candidatas. Provas que frequentemente ultrapassavam limites emocionais saudáveis também ganharam fôlego.
Uma revisão necessária
É justamente nesse cenário de contrastes que “Reality Check” concentra seu olhar investigativo. Sob a direção de Mor Loushy e Daniel Sivan, a minissérie documental divide-se em três episódios que reúnem apresentadores, jurados, produtores e ex-participantes.
A narrativa costura momentos icônicos e controversos, de modo que a minissérie consegue explicar as escolhas da produção na época e seus impactos a longo prazo. Dessa forma, ex-competidoras ocupam um espaço central no documentário para revisitar suas trajetórias e analisar as consequências reais do reality em suas vidas pessoais.

Em última análise, a produção propõe uma leitura consciente sobre como a televisão dos anos 2000 moldou comportamentos, tratando o legado de “America’s Next Top Model” não apenas como entretenimento, mas como um reflexo fiel de seu tempo, resgatando algumas das maiores polêmicas ao longo das temporadas.
“Reality Check: Inside America’s Next Top Model” chega ao catálogo da Netflix a partir de 16 de fevereiro.

