Humberto Carrão se apaixonou pela trama de “Renascer”: “Das coisas mais bonitas que já vi”

Responsável por revisitar a versão jovem de José Inocêncio no remake de “Renascer”, Humberto Carrão falou recentemente sobre a leveza com que tem encarado o ato de “recriar” um personagem tão celebrado.

Afirmando ter assistido apenas à primeira fase da obra original, Carrão falou da história de Inocêncio com devoção – e deixou claro que, apesar de respeitar profundamente a trama de 1993, não sentiu a responsabilidade da missão como um peso.

Humberto Carrão fala sobre inspiração em “Renascer” original

Em 1993, a primeira fase de “ Renascer” teve Leonardo Vieira como José Inocêncio. Agora, prestes a estrear, o remake traz Humberto Carrão para o papel – e, em conversa com a imprensa, o ator se mostrou extasiado em viver a tão celebrada trama.

Humberto Carrão se apaixonou com a história de
Globo/Fábio Rocha

Após ver a primeira fase da obra original, Carrão confessa ter pensado em apenas uma coisa. “A importância de ter visto foi de me deixar louco para fazer, foi o estímulo de beleza daquilo. Assistindo e agora fazendo, eu realmente acho essa fase das coisas mais bonitas que já vi”, disse ele, elogiando a história.

“Esse texto é muito poderoso, muito rico. Uma novela que tem rito, festa, macumba! O respeito pela religião afro-brasileira. Uma novela que esbarra num mito, imagina: um personagem que tem pacto com o cramulhão, com Deus e com um jequitibá. Isso é muito assustador de poderoso”, afirmou o ator.

Questionado sobre sentir pressão ou autocobrança em recriar um personagem já muito celebrado, ele confessou ter assumido a responsabilidade com leveza, respeitando o que já foi feito e se entregando à paixão pela história da novela.

José Inocêncio (Humberto Carrão) e Maria Santa (Duda Santos) em
Globo/Fábio Rocha

“Tenho uma relação profunda de amor, interesse, estudo e dedicação em ver o que veio antes, admiro todos aqueles ali. Eles nos estimulam a continuar fazendo diferente. Não vejo como um peso, um fardo, algo de que tenha de chegar perto. A gente está fazendo uma coisa muito linda. Minha relação com ‘Renascer’ de 1993 é de muito respeito e admiração. Tomara que a gente chegue perto”, disse.

O ator afirmou ainda que, nas gravações, não pensa muito nas cenas originais, mas confessou que elas o ajudaram a se preparar para o baque que teria ao se deparar com a missão.

“É lindo. Acho que esse texto, esse personagem é mesmo das coisas mais poderosas que eu já tive perto. Nesse sentido, que bom que assisti à primeira fase, porque quando fui lá encontrar com eles, estava com Deus e cramulhão comigo”, brincou o ator, celebrando também os encontros proporcionados pelo trabalho.

Adanilo (à esquerda), Humberto Carrão (centro) e Evaldo Silva
Globo/Fábio Rocha

“Encontrei pessoas muito importantes para mim nessa novela. Estou há meses grudado com o Macarrão [Evaldo Silva] e o Adanilo, que são fundamentais para o José Inocêncio. Eles são os amores dele junto com Maria Santa e Inácia. É muito bonito quando você tem amores, fica muito mais fácil”, concluiu.

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