Raul ganha final feliz em família, mas recebe sentença pelo crime cometido, garantindo ter se arrependido
Nos últimos capítulos de “Três Graças”, Raul (Paulo Mendes) vai enfrentar as repercussões jurídicas e morais de ter vendido a própria filha para Samira (Fernanda Vasconcellos). O jovem não vai preso, mas o desfecho fica marcado pelo cumprimento de uma pena de prestação de serviços à comunidade.
Final de Raul em “Três Graças”: o que acontece
Ao tentar confortar Gerluce (Sophie Charlotte) — que aguarda julgamento pelo roubo das obras que dão nome à trama — Raul reflete sobre a própria punição, que parece ser inevitável na reta final da novela. O jovem já foi avisado por Paulinho (Romulo Estrela) que responderia pelo acordo com Samira.
“Não sei explicar, mas é como se achasse que uma condenação fosse o certo. Tenho noção que cometi um crime horrível. Vendi minha própria filha! Eu tinha que pagar por isso, não seria certo eu sair impune”, admite o protagonista.

A estratégia de defesa conduzida por Zenilda (Andréia Horta) promete ser fundamental para uma sentença menos severa. De acordo com a coluna Play, do jornal O Globo, a advogada consegue provar ao magistrado que Raul atuou como um instrumento do crime e não como autor principal.
“Por isso o juiz fixou a pena mais branda mesmo diante da gravidade da situação. O fato é que você é réu primário e agiu sob forte coação e o juiz levou isso em conta. Diante da ameaça que o Raul sofria, não era razoável exigir que ele agisse de outra forma”, explica Zenilda.
“Eu tenho total noção disso. E estou levando a sério a prestação de serviços à comunidade”, garante Raul. Gerluce, por sua vez, enxerga caráter educativo na escolha da instituição, voltada para menores infratores: “Lá você vai ver como é não ter tido oportunidade na vida e fazer as escolhas erradas”.

Para se retratar com a justiça, Raul vai trabalhar, cumprir horário, além de ser supervisionado. “Se faltar um dia sem justificativa médica, a pena alternativa pode ser convertida em prisão domiciliar ou até regime semiaberto”, alerta a advogada.
Além dos serviços comunitários, Raul enfrenta restrições de mobilidade. Rogério (Eduardo Moscovis) e Zenilda esclarecem que o passaporte do jovem foi retido e ele está impedido de deixar o Brasil.
Conforme as orientações da advogada, ele “não pode viajar, mudar de endereço sem autorização e deve comparecer uma vez por mês em juízo para prestar contas das suas atividades”. Mesmo assim, Raul ganha um final mais do que feliz ao lado de Joélly (Alana Cabral) e da bebê que recuperaram.

