Produção inspirada na vida do astro enfrentou 22 dias de gravações adicionais e cortes em temas polêmicos
Perto do lançamento de “Michael”, a cinebiografia do Rei do Pop, as discussões em torno da produção ganharam fôlego através de um membro da família Jackson. Taj Jackson, filho de Tito Jackson, recorreu à plataforma X (antigo Twitter) para manifestar seu descontentamento com a imprensa.
Sobrinho de Michael Jackson detona críticas da imprensa
O sobrinho do cantor usou a rede social para argumentar que a imprensa perdeu a capacidade de dominar a percepção pública sobre a trajetória do tio.
“Desculpa, imprensa, vocês não controlam mais a narrativa de quem o Michael Jackson realmente era. Ao público cabe assistir a este filme… eles vão decidir por si mesmos. E vocês não conseguem lidar com isso”, disparou Taj em sua publicação.
A declaração ocorreu em um momento estratégico, antecedendo a estreia do longa-metragem que conta com a direção de Antoine Fuqua e o envolvimento direto do espólio do artista na produção.
Taj Jackson demonstrou confiança no impacto da obra e desafiou os detratores, afirmando que espera ver críticos “engolirem o que disseram” e acrescentando: “Sim, eu vou ser mesquinho”.
Polêmicas com a cinebiografia
A narrativa do longa-metragem percorre os anos de formação de Michael Jackson no grupo Jackson 5 e avança até a consolidação de seu sucesso mundial com a era Bad, no encerramento da década de 1980. Entretanto, o desenvolvimento do projeto enfrentou percalços significativos por trás das câmeras.
O plano original do roteiro previa a abordagem das denúncias de abuso infantil ocorridas nos anos 1990. Contudo, barreiras legais ligadas a acordos firmados anteriormente impossibilitaram a inclusão desses episódios na versão final. Diante disso, a produção precisou realizar 22 dias de refilmagens extras para adaptar a linha narrativa aos novos contornos exigidos.

Apesar do forte interesse dos fãs, as primeiras impressões da mídia estrangeira têm sido majoritariamente negativas ou bastante controversas. A revista Rolling Stone definiu o projeto de forma ácida: “Não é uma cinebiografia de verdade. Isso é a ‘Paixão de Santo Michael Jackson’”.
Outras publicações foram ainda mais enfáticas no descontentamento. O The Times declarou que a obra pode vir a ser recordada como “duas horas de pura e absoluta porcaria”. Na mesma linha, o The Nightly classificou a produção como “um filme terrível”, mencionando cenas que provocam “vergonha alheia”.
“Michael” está atualmente em exibição nos cinemas.

