Filmes 28 de abril, 2026 Por Tatiana Leonel

Por que a cinebiografia de Michael Jackson não aborda acusações: elenco defendeu decisão

Barreiras jurídicas forçaram mudanças no roteiro de “Michael” e geraram custos milionários nos bastidores

A cinebiografia “Michael” já ganhou destaque e o público reparou que o enredo optou por não aprofundar as polêmicas mais pesadas da trajetória do artista, especialmente as denúncias de abuso sexual infantil, que ganharam repercussão a partir de 1993.

Por que a cinebiografia de Michael Jackson não aborda acusações

Segundo informações do Deadline, os atores Colman Domingo e Nia Long, responsáveis por darem vida a Joe e Katherine Jackson, detalharam que a escolha narrativa prioriza a evolução artística do cantor.

De acordo com Domingo, o longa-metragem se concentra no período que vai da década de 1960 até o ano de 1988, evitando as primeiras denúncias formais.

“O filme se passa dos anos 60 até 1988, então ele não entra nas primeiras acusações”, esclareceu o ator, que reforçou que o objetivo central é humanizar o ícone sob sua própria perspectiva.

(Crédito: Glen Wilson/Lionsgate)

“Basicamente, focamos na construção de Michael. É um retrato íntimo de quem Michael é… pelos olhos dele. Então é isso que este filme é”.

A produção destaca o amadurecimento de Michael Jackson, desde a infância no Jackson 5 até a consagração absoluta com a turnê do álbum “Bad”. Colman Domingo reiterou que o filme é sobre a busca pela identidade criativa do astro.

“Este filme é sobre a formação de Michael, como ele foi criado e como tentou encontrar sua voz como artista e seguir carreira solo. Isso é o que posso dizer sobre isso”, afirmou.

(Crédito: Reprodução/Instagram @michaeljackson)

Sobre a ausência dos anos finais e mais conturbados de Jackson, o ator sugeriu que o tema pode ser explorado futuramente. “Existe a possibilidade de haver uma parte dois que talvez lide com outras coisas que aconteceram depois. Pode haver uma sequência. Ainda não sabemos”.

Ao comentar essa perspectiva, Nia Long reagiu com bom humor: “Se o preço estiver certo”. Apesar do recorte atual, o projeto original de ‘Michael’, dirigido por Antoine Fuqua, tinha a intenção de avançar na cronologia para incluir as investigações e acusações de 1993.

Bastidores e entraves jurídicos

A equipe jurídica do espólio de Michael Jackson barrou a ideia ao identificar um impedimento legal: um acordo firmado no passado proíbe a representação ou menção direta de um dos acusadores em produções cinematográficas.

(Crédito: Reprodução/Lionsgate)

O obstáculo jurídico exigiu uma reestruturação completa do desfecho do filme. A necessidade de criar um novo resultou em 22 dias de refilmagens e elevou o orçamento da produção em um valor estimado entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões.

Atualmente, “Michael” segue em exibição nos cinemas de todo o Brasil.

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