8 documentários essenciais do século 21 que você PRECISA assistir

Documentários são um dos melhores gêneros de cinema que existem: de algum jeito, eles te conectam com a realidade, e você sabe que aquela história que você está vendo através das telas é real, e aconteceu em algum lugar. Os documentários do século 21 mostrados na lista foram escolhidos a partir de sua grande influência no meio cinematográfico, mas também pelo fator “uau!”. Confira! 

“Spellbound” (2002)

O retrato de Jeffrey Blitz de oito concorrentes do Concurso de Soletração Nacional e suas famílias tem uma profunda ressonância: entre outras coisas, o domínio da língua inglesa se torna um meio de afirmar a americanidade da pessoa. A segunda metade – na qual os personagens são eliminados um por um, como um thriller de Agatha Christie – faz o espectador se pegar em cada letra. A parte ruim: seu imenso sucesso marcou o inicio de documentários competindo pelo mesma estrutura.

“Fahrenheit 11 de Setembro” (2004)

Depois de “Roger e Eu”, o documentário mais impactante de Michael Moore: parte jurídico, parte cartoon editorial furioso – uma mistura de discernimento, ofensa e insinuação. Não é um documentário para as eras, mas um ato contra um governo monstruoso, que têm uma grande força de intimidação.

“Ônibus 174” (2002)

O documentário de José Padilha conta a história dos passageiros de um ônibus que foram feitos reféns por um viciado instável e pobre, e a carnificina (tudo televisionado) que se seguiu devido a incompetência da polícia. É um raro documentário que joga (via filmagens de arquivo) como se estivesse no tempo presente – mas com a inevitabilidade da tragédia clássica.

“O Homem Urso” (2005)

Os documentários de Werner Herzog são mais populares que suas ficções, e esse mostra por quê. É um retrato de Timothy Treadwell, que filmava e idealizava obsessivamente ursos – incluindo o que, por fim, o comeu (e sua pobre namorada). Herzog entrecorta as filmagens do próprio Treadwell, e, em uma cena, filma a si mesmo ouvindo em fones o verdadeiro áudio da morte do encantador de ursos, e anunciando que ninguém deveria ouvir tal coisa nunca.

“Exit Through the Gift Shop” (2010)

A longa pegadinha brilhante do guerrilheiro do grafite Banksy mostra quão longe você pode ir em borrar as linhas entre o real e o fabricado, e fazer um documentário que funciona dos dois jeitos – que tem sua própria verdade satírica.

“A Marcha dos Pinguins” (2005)

https://youtu.be/BfJOmeGd5BA

Esse documentário francês sobre os pinguins da Antártica é um triunfo de locação, locação, locação. É a história de um instinto tão primitivo que o filme parece a criação de uma saga. Você assiste essas criaturinhas engraçadas e teimosas e contempla a resistência de toda a vida.

“O Equilibrista” (2008)

O pôster o vendeu como “o crime artístico do século”, mas o documentário do tempo presente de James Marsh, e recriação da caminhada de Philippe Petit em 1974, em cima de uma corda bamba entre as Torres Gêmeas foi mais a redenção da década – uma reconstrução brincalhona, comovente e muito necessária das torres caídas do reino da tragédia monumental.

“Food, Inc.” (2008)

O documentário se rompeu para uma grande audiência, e sem surpresa: é sobre como muito do que comemos vem de cinco companhias e tem pouco a ver com natureza, fazendas de famílias, ou qualquer outra coisa no rótulo.