
Os serviços de televisão e streaming precisam constantemente renovar seus conteúdos para sempre atrair mais público. Entre as novidades, surgem séries que tratam de assuntos tabus e geram polêmicas por lidar com situações controversas. Confira algumas que valem a pena investir o tempo em maratonas:
“Insatiable”
Patty Bladell é uma adolescente que sofreu bullying durante seu tempo na escola, tudo por causa de seu excesso de peso. Um incidente faz com que ela perca peso repentinamente e aqueles que a assediam começam a vê-la de maneira diferente. Mas ela não esquece tudo o que lhe fizeram e decide empreender um plano de vingança.

Esta série estreou na Netflix em 2018, foi criada por Lauren Gussis e estrelado pela ex-estrela da Disney Debby Ryan. Ficou famoso por gerar o descontentamento de muitas pessoas, que pediram que a série não fosse lançada.

As pessoas que protestaram contra o programa disseram que ele causava constrangimento, ou seja, gerou uma opinião negativa sobre as pessoas gordas. Alguns críticos da atração afirmaram, inclusive, que a série era gordofóbica.
“Eu, Tu e Ela”
Jack e Emma estão casados há vários anos, mas seu relacionamento se tornou monótono. Para acrescentar faísca à união, eles decidem contratar uma acompanhante, mas os problemas se tornam presentes quando o amor surge com a terceira parte.

Esta série trata de uma questão que ainda é tabu em nossa sociedade: o poliamor. O programa investiga esses relacionamentos que muitos desconhecem, mas que despertam interesse.
“Skins”
Um grupo de jovens, habitantes de Bristol, Inglaterra, leva uma vida cheia de excessos e vícios. Sexo casual, festas e drogas fazem parte do seu dia a dia.

Este programa foi lançado em 2007 e causou grande polêmica, pois foi dito que incentivava os jovens telespectadores a seguir o exemplo dos protagonistas. Apesar disso, foi indicada a dois prêmios BAFTA, de melhor série de drama e fotografia.
“South Park”
“South Park” é uma série controversa por excelência, porque essa é a sua intenção desde o início. Esta produção animada foi lançada em 1997 e permanece um sucesso.

O show é voltado para o público adulto, mas os protagonistas são quatro crianças: Stan, Kyle, Eric e Kenny. A série ficou famosa por tratar questões sociais com um humor muito pesado.
O desenho ainda causou espanto e escândalos porque não tinha medo de caracterizar celebridades e figuras políticas em seus episódios, geralmente de forma nada simpática.
“Baby”
Dois jovens habitantes de Roma parecem ter a vida perfeita. No entanto, elas estão em busca de sua identidade e independência de seus pais. Isso as leva a entrar em redes de prostituição, onde pretendem quebrar as regras que a sociedade impõe.

Esta série foi a primeira produção italiana da Netflix e, desde o início, deu muito o que falar. Ela foi até acusada de glorificar a prostituição infantil.

A história é inspirada em um evento real, que revolucionou a cidade de Roma. Vários empresários, policiais e políticos estiveram envolvidos em casos de prostituição.
“The Client List”
Uma mãe jovem e atraente fica em uma situação desesperadora quando o marido a deixa. Para sustentar sua família, ele decide ir trabalhar em um spa que, na verdade, oferece serviços sexuais. O obstáculo será levar duas vidas paralelas, sem ser descoberta.

A protagonista da série, Jennifer Love Hewitt, foi alvo de críticas por fazer parte desse programa, que retrata um mecanismo de prostituição mais frequente do que parece.
“Uma Família da Pesada”
Esta série animada gira em torno de Peter Griffin e sua família disfuncional. Ele trabalha em uma fábrica de brinquedos, mas é bastante irresponsável. Sua esposa, Lois, é dona de casa e professora de piano.

Eles têm três filhos: Chris, um garoto um tanto lento, mas com dons artísticos, Megan, uma adolescente com problemas de integração na escola, e Stewie, um bebê diabólico que sonha em conquistar o mundo. Há também Brian, um cão muito inteligente que age como humano.
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O programa é controverso, pois trata-se de uma sátira de estereótipos de tradicionais famílias americanas. Apesar de sua polêmica, ela foi indicada a vários prêmios Emmy.
“Cara Gente Branca”
Um grupo de estudantes negros ingressa em uma universidade de prestígio, caracterizada por ter uma maioria de alunos brancos e onde as lutas raciais são ignoradas.

Esta série foi baseada no aclamado filme de Justin Simien e, lançada em 2017 pela Netflix, gerou certa polêmica e críticas de que poderia promover o suposto “racismo em relação aos brancos”.
“Hot Girls Wanted: Turned On”
A minissérie de documentários, baseada em outro documentário chamado “Hot Girls Wanted”, foi produzida pela Netflix, consiste em 6 capítulos e estreou em 2017.

Ele conta a história de pessoas que foram diretamente afetadas pela revolução da internet, onde pornografia, aplicativos de namoro e relacionamentos digitais estão disponíveis para todos.

Cada capítulo explora a relação entre sexo e tecnologia, enquanto conta histórias de políticas de intimidade, conexão, desconexão, autopromoção, raça e gênero.
“Happy Tree Friends”
Esta série consiste em capítulos animados, que duram apenas sete minutos. Foi criada pela G4 Media, mas se tornou popular quando foi transmitida pela MTV.
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A série é caracterizada por mostrar personagens aparentemente doces e inocentes, que sofrem mortes dolorosas e explícitas. O conteúdo violento foi o que colocou “Happy Tree Friends” na mira dos críticos.
“Você”
Parece que a Netflix é especializada na produção de séries controversas. Uma das mais recentes é “Você”, que estreou em 2018 e é estrelada por Penn Badgley, conhecido por fazer parte do elenco de “Gossip Girl”.

A série se concentra em um jovem chamado Joe, que é extremamente inteligente, mas também tem comportamentos que provam que ele é um indivíduo possessivo e perigoso.
Joe fica obcecado por uma garota chamada Beck, a quem ele tentará conquistar e dominar por todos os meios. Ele começa a saber mais sobre a garota através de suas redes sociais e constantemente a assedia.

Muitas pessoas afirmam que a atração romantizou o assédio e vários comportamentos tóxicos, o que a Netflix nega. O programa mostrou ainda a vulnerabilidade de nossas informações nas redes sociais.
“American Crime Story”
Esta série já consiste em 2 temporadas e uma terceira está sendo produzida. Cada uma delas é baseado em um ato criminoso da vida real.

As duas partes já lançadas mostram comportamentos prejudiciais da sociedade, que afetam certos setores. Muitas dessas ações são realizadas, inclusive, pela polícia.

A primeira parte, “O Povo contra. OJ Simpson”, retrata o caso do ex-jogador de futebol acusado de assassinar sua ex-esposa Nicole e seu amigo Ron Goldman.

Esta temporada reflete a discriminação e os maus-tratos sofridos pelos cidadãos negros do departamento de polícia, que foi um ponto-chave no caso de Simpson.
A segunda parcela foi baseada no assassinato do designer italiano Gianni Versace. A série também critica o tratamento a homens gays nos Estados Unidos.
“Beavis and Butt-Head”
Esta série animada é considerada cult. Foi transmitida de 1993 a 1997, pela MTV, e retrata dois jovens fãs de heavy metal que se deixam levar pelo tédio.

A controvérsia nesta série está em seu alto conteúdo sexual, porque os personagens parecem obcecados com esse tema. O show também foi acusado de causar acidentes e mortes em crianças por meio de seus personagens pouco inteligentes.
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“Black Mirror”
Os episódios da série normalmente se passam em um futuro não muito distante e seu foco principal é mostrar o lado sombrio da tecnologia e como ela afeta o comportamento da humanidade.

“Black Mirror” tem causado grande polêmica por se mostrar um espelho de comportamentos sociais, além de enfatizar a obsessão pela tecnologia que gradualmente dominou as pessoas.
“Game of Thrones”
A famosa série da HBO também deu muito o que falar sobre vários aspectos e gerou polêmica, principalmente, por suas cenas extremamente violentas e de alto conteúdo erótico.

O conteúdo sexual do programa contou com cenas extremamente explícitas e que incluíam até estupros. Outro aspecto é a violência que existe nos episódios. O fato de as cenas serem tão gráficas e sangrentas foi criticado por muitas pessoas.
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“13 Reasons Why”
Clay Jensen é um adolescente solitário que não se mete em problemas. Um dia, quando ele volta da escola, recebe uma caixa misteriosa com várias fitas gravadas por Hannah Baker, uma colega de classe que cometeu suicídio há muito tempo. Nas gravações, ela explica os motivos de sua decisão.

Alguns pais, professores e até especialistas em saúde mental disseram que a série incentiva os jovens a considerar o suicídio como uma opção, pois o romantiza. Além disso, há episódios com alto conteúdo violento, como agressões físicas e abuso sexual. Os criadores decidiram adicionar na atração mensagens de apoio a jovens com problemas.
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“Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy”
O programa investiga a mente de Ted Bundy, assassino em série que confessou 30 homicídios cometidos em sete estados dos Estados Unidos, entre 1974 e 1978.

Um aspecto que deu muito o que falar foi o fato de que parte do público passou a classificar o criminoso como galã sedutor. Foi a própria Netflix, no entanto, quem pediu para a audiência não romantizar os serial killers.

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Original Author: Daniela Flores Original Author URL: https://www.vix.com/es/users/daniela-flores
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