
Infelizmente é frequente ver crimes envolvendo funkeiros. Assassinados, vítimas de tentativa de homicídio ou até sendo os próprios criminosos. O funk no Brasil é a expressão legítima de uma parcela mais humilde da população. Infelizmente o meio, devido às desigualdades sociais e à escalada crescente da violência, tem muitas histórias tristes. Relembre 10 delas:
1 – MC Bó do Catarina, Márcio Reis, saía de sua gravadora em São Vicente. Ele estava com a mulher no carro, que foi alvo de disparos. Por sorte, nenhum acertou o casal.
2 – MC Sexy, nome artístico de Karen Tatiani Santos Alves, foi assaltada em junho de 2013, e vítima de espancamentos por parte do ex-namorado, que não aceitou o fim do relacionamento proposta por ela, em fevereiro de 2014.
3 – A dançarina Amanda Bueno, ex-integrante da Jaula das Gostozudas e da Gaiola das Popozudas, foi assassinada pelo companheiro, Miltinho da Van, em abril de 2015. O casal discutiu após o homem ter almoçado com a ex e a dançarina foi morta com vários tiros. Pouco depois ele disse que teve um surto e estava arrependido.
4 – O carro de Mc Lon foi alvo de disparos após ser cercado por homens armados no litoral paulista em dezembro de 2014, quando ia para o Guarujá realizar um show.
5 – Um dos casos de violência que chocou a opinião pública foi a morte de MC Daleste em Campinas, em julho de 2013. Ele foi atingido enquanto cantava durante um show em uma quermesse para, pelo menos, três mil pessoas. Até agora o caso não foi esclarecido.
6 – Outro caso de assassinato assustador foi o de MC Brow, que levou mais de 40 tiros em agosto de 2012. Perseguido por seis homens Jokrey Alves de Figueiredo, de 28 anos, foi arrancado do carro à força e alvejado. Dos disparos, 15 foram só no rosto e na cabeça. Antes disso o cantor deixou uma mensagem em tom de despedida no seu Facebook, o que dá a entender que ele sabia que seria assassinado.
7 – Em janeiro de 2015 MC Vitinho foi morto com um tiro disparado por um policial militar de madrugada, no Guarujá (interior paulista). Na semana anterior o cantor celebrava em uma rede social o sucesso de uma letra em que ameaçava/ironizava a polícia.
8 – Em novembro de 2014, o DJ Paulinho estava na porta da sua casa descarregando uma caminhonete e foi executado com 9 tiros (de um total e 13 disparados) por um homem que desceu da garupa de uma moto.
9 – Mas nem sempre os funkeiros são as vítimas da violência. Recentemente, em agosto de 2015, o funkeiro MC Lekim, nome artístico de Aleksander Fonseca Guimarães, de 21 anos, foi indiciado pelo homicídio de um suposto criminoso rival. Ele também é suspeito de ter cometido outros dois assassinatos.
10 – Um funk que fazia apologia ao crime, à repressão ao tráfico de drogas e dava o nome de criminosos foi a causa da morte de João Felinto, pastor e vice-diretor de uma escola estadual em Mamanguape, no litoral norte da Paraíba. Um grupo de criminosos matou o pastor por acreditar que ele divulgou o funk para uma emissora de rádio e para a imprensa da região.

