Nossa língua portuguesa, ainda bem, tem algumas expressões que dizem exatamente o que precisamos comunicar – mas muitas vezes a gente nem sabe de onde elas vêm. Listamos 14 expressões que todo mundo usa e que têm origens BEM antigas e, às vezes, até meio macabras. Confira.
Origem das expressões
“Fazer uma vaquinha”
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Quem nunca fez uma vaquinha (nem que tenha sido com os amigos da escola para pagar a formatura), que atire a primeira pedra. A expressão não é tão antiga e surgiu na década de 20: a torcida do Vasco queria dar uma forcinha para o time e começaram a juntar dinheiro para dar a eles caso vencessem. Quando eles tinham uma vitória importante ganhavam 25 mil réis, que era o número da vaca no jogo do bicho.
“Tirar o cavalinho da chuva”

Provavelmente você já disse isso quando aquele @ achou que ia ganhar uma segunda chance. Essa expressão era utilizada quando os cavalos eram o principal meio de transporte – ao visitar rapidamente alguém, o dono do cavalo o deixava desprotegido na rua mesmo, mas se desistisse da ideia e resolvesse ficar mais tempo, precisava “tirar o cavalo da chuva”.
“Espírito de porco”

Coitadinhos dos porcos que não fizeram nada para merecer essa expressão. O que acontece é que, no Novo Testamento, uma passagem do Evangelho de São Marcos diz que Jesus permitiu que espíritos ruins fosse transferidos para porcos.
“Segurar vela”

Se você nunca foi a vela de nenhum casal, é privilegiado, sim! A expressão vem lá da Idade Média, quando existiam empregados cujo trabalho era segurar vela para que outras pessoas pudessem trabalhar. Além disso, é possível que esses empregados tivessem que segurar a vela para seus patrões também na hora do sexo – em que ficavam lá de costas fazendo uma iluminação romântica.
“Meia tigela”
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Na era monárquica portuguesa, a comida também era parte do pagamento pelo trabalho. Se os patrões estivessem insatisfeitos com o serviço ou com o comportamento, davam apenas meia tigela de comida.
“Santo do pau oco”

Vamos combinar que isso é o que MAIS tem por aí, né. A expressão surgiu entre os séculos 18 e 19, na época das minerações. Para contrabandear ouro sem ter que pagar impostos, algumas pessoas colocavam o minério no interior das estátuas, que geralmente eram de santos.
“Pé-rapado”
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Antigamente, as casas tinham uma espécie de aro perto da entrada para que as pessoas limpassem a terra dos pés antes de entrar. Os ricos que chegavam de carruagem quase não sujavam os pés, já os pobres, que vinham andando, precisavam “rapar” muito o pé no aro para limpar.
“Quintos do infernos”

Na época da colonização, o imposto que os colonos cobravam dos exploradores era chamado de “quinto”, porque correspondia a 20% do ouro extraído. Por isso, quando os navios voltavam a Portugal carregados de minérios, os portugueses diziam que eram as “Naus dos quintos dos infernos”. Aliás, no caso, o inferno era o Brasil mesmo.
“Casa da mãe Joana”
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A expressão nasceu no século 14, quando Joana I, rainha de Nápoles, precisou fugir para a França. Lá, ela começou a regulamentar todos os bordéis, que passaram a ser conhecidos como “casas da mãe Joana”.
“Blá blá blá”

A expressão que dizemos quando alguém está falando demais vem de um encurtamento de “blague”, verbo francês que significa piada ou brincadeira, no sentido de “coisa ridícula”.
“Arroz de festa”
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Sabe aquele seu amigo que está em TODOS os rolês? Ele mesmo, o arroz de festa. A expressão vem da época da colonização, quando o arroz doce era, de longe, a sobremesa mais comum nas festas, basicamente um prato obrigatório em todas as confraternizações.
“Sem eira nem beira”

A expressão tem origem na arquitetura das casas antigas. Eiras e beiras eram detalhes nos telhados (havia ainda um terceiro, chamado tribeira) – quanto mais rica a família, mais detalhada era a casa. Por tanto, os mais pobres não tinham eira, nem beira.
“Pagar mico”

Está aí uma expressão que conhecemos bem e o mico, nesse caso, vem do baralho infantil do Jogo do Mico. No jogo, todas as cartas têm duplas de animais, uma com um macho e uma com uma fêmea, exceto o mico, que não tem par. Perde quem “paga o mico”, ou seja, quem termina com a carta dele na mão.
“Por a mão no fogo”
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Na Idade Média, a inquisição da Igreja Católica castigava os hereges os obrigando a segurar um pedaço de ferro quente. Depois de alguns dias, se a mão estivesse queimada, a pessoa ia para a forca; se não, era sinal de inocência. Por isso, “por a mão no fogo” por uma pessoa acabou adquirindo um significado de confiar plenamente na inocência dela.
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