Entretenimento 30 de junho, 2016 • Por Redação

As novelas da minha vida

Estrear a coluna semanal no TE CONTEI me dá o mesmo friozinho na barriga de uma estreia de novela. Estou eu aqui novamente escrevendo para o público. Nua. Porque é assim que me sinto quando sei que meu texto será lido ou visto por tanta gente. No TE CONTEI ou na televisão o nervosismo é o mesmo. Nua no meio da China formaria uma imagem melhor da situação.

A ideia desse espaço é falar sobre novela. Sobre as que foram, as que estão, as que ainda virão. As minhas, as suas, as das nossas vidas. Todo mundo tem uma novela da sua vida. Eu tenho várias. E por vários motivos. Uma trilha sonora que embalou um romance da novela e acabou embalando alguma história da vida real, uma personagem com quem a gente se identificou tanto que acabou usando as roupas, uma cena que nunca saiu da memória.

Tenho lembranças remotas de novelas. Lembro da minha mãe decorando texto para segunda versão de “Selva de Pedra” enquanto fazia minha adaptação na escola. Mais tarde, lembro da abertura da novela “Roda de Fogo”. De “Tieta” de 89 ficou o nome da minha cachorrinha. Lembro também de dançar a música de abertura da novela pela casa. E depois de dançar lambada ao som da abertura de “Rainha da Sucata”.

Morri de medo da Juma Marruá de “Pantanal” ( Cristiana Oliveira) e do Juca Pirama de Salvador da Pátria (vocês lembram? Meninos eu vi! Eu vi quem matou Juca Pirama). E como eu desejei ser a Aline ( Giulia Gam) do Jean Pierre ( Edson Celulari) de “Que Rei Sou eu?”. Cantei How Deep is your Love toda vez que a Renata de “Vira Lata” ( Carolina Dieckmann) via o Del ( Marcello Novaes). E deixei Palpite (estou com saudades de você debaixo do meu cobertor)no repeat do meu cd bem depois de “Por Amor” ter acabado para lembrar de Nando ( Eduardo Moscovis) e Milena ( Carolina Ferraz).

As novelas fazem parte das nossas vidas. Entram devagarzinho às vezes sem pedir licença e sem fazer alarde enquanto fazemos outras atividades. E quando percebemos estão lá nos fazendo vibrar, chorar, sorrir e pensar na frente da televisão.

Mas se de todas novelas e de todas personagens precisasse escolher uma só, ficaria com a linda e doce Yasmin de “De Corpo e Alma”. Se fechar os olhos posso ver a Daniela Perez linda e menina sambando de vestido vermelho. Linda, graciosa, charmosa. E vejo também a Renata ainda criança sambando e imitando seus movimentos em frente a TV.

Não, nunca cheguei a sambar como a Daniela Perez. Mas bem que me esforcei . A novela vira sucesso quando toca o público, quando faz com que a gente se envolva. É isso que busco quando escrevo uma cena ou quando sento em frente a televisão para assistir. A partir de agora vou adorar dividir com vocês leitores do TE CONTEI todas essas experiências como novelista e noveleira.

E então declaro inaugurado esse espaço que atualizarei semanalmente. E tal qual numa novela, gostaria de ouvir o público e saber o que vocês querem ler por aqui. Querem que eu fale sobre história da TV, sobre as novelas atuais, sobre como é escrever uma novela? Espero que o segundo capítulo seja mais fácil.

Por Renata Dias Gomes, colunista do Te Contei

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