
Indo ou não, o festival Rock in Rio é um acontecimento importante por ser um dos primeiros festivais no Brasil a dar a possibilidade de que milhares de fãs pudessem ver seus artistas favoritos em palcos muito bem estruturados. Nos anos 1980 e 90, o país não tinha um mercado de shows tão disputado como nos dias de hoje, em que cada semana pelo menos uma atração internacional surge em terras tropicais.
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No ano em que completa três décadas da 1ª edição, o festival preparou uma programação de sete dias, que inclui bandas como Metallica, Slipknot e Queen + Adam Lambert, entre muitas outras novidades. Os shows serão realizados em dois finais de semana de setembro, com transmissão na TV aberta. Veja a programação.
Para se aquecer para o festival – ou, simplesmente, acompanhar a programação – c oloque em sua playlist estes 10 álbuns e sinta-se preparado: #1 Queen: “A Night At The Opera” (1975)
Quarenta anos após o lançamento do disco que mostrou ao mundo “Love of My Life” e “Bohemian Rhapsody”, o Queen ainda habita o imaginário de ser uma das bandas de rock mais versáteis de sua época. A simbiose musical entre os integrantes foi apreciada por mais de 12 milhões de ouvintes que adquiriram este clássico.
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#2 Metallica: “Master of Puppets” (1986)
O mundo ainda não estava entregue ao Metallica como estaria alguns anos depois – principalmente após o “Black Album”, de 1991 – mas muitos metaleiros passaram a endeusá-los a partir de “Master of Puppets”. Hits como a faixa-título, “Battery” e “Lepper Messiah” são, ainda hoje, obrigatórias no repertório.
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#3 Faith No More: “Angel Dust” (1992)
Todo mundo conhece a última faixa deste disco: é nada menos que “Easy”, a balada que, na época, a Warner Bros divulgou como se fosse a renovação daquele pop obscuro dos anos 1980. Mas, quem comprou o CD do Faith No More nos anos 1990 por conta dessa música deve ter se surpreendido com o rock pesadão entoado por Mike Patton em “Caffeine”, “Be Aggressive” ou o flerte com rap em “Midlife Crisis”. Porque essa é e sempre foi a essência da banda.
Leia também: Detalhes de “Sol Invictus”, novo disco do Faith No More #4 System of a Down: “Toxicity” (2001)
O System of a Down não foi apenas uma das bandas mais barulhentas dos anos 2000, como foi uma das mais produtivas. Mas, se temos que estabelecer um início, façamos justiça a “Toxicity”, que com canções dinamicamente poderosas como “Prison Song”, “Psycho” e a indefectível “Chop Suey!” aumentaram e muito a base de fãs. #5 Rod Stewart: “Every Picture Tells a Story” (1971)
O crooner britânico mostrou que poderia ir além com sua voz rouca numa mistura estilística que envolve blues, folk e pop orquestrado. Ainda que Rod Stewart tenha um arsenal de hits de sucesso, foi com este 3º álbum que ele chegou ao seu melhor, levando às paradas belas canções como “Maggie May” (que chegou ao topo das paradas) e “Seems Like a Long Time”. #6 Elton John: “Goodbye Yellow Brick Road” (1973)
Antes de dedicar “Candle in The Wind” à Princesa Diana, que morreu num acidente em 1997, Elton John teve em memória a célebre Marilyn Monroe (ela morreu em 1962). No entanto, este é só um detalhe para se ouvir a obra-prima de Elton John. Junto ao compositor Bernie Taupin, o pianista cravou hits eternos, como “The Song Has No Title”, a faixa-título e “Dirty Little Girl”, superando as expectativas de sucessos anteriores, como os discos “Don’t Shoot Me, I’m Only the Piano Player” (1973) e “Honky Château” (1972). #7 Slipknot: “Iowa” (2001)
Estes mascarados revoltados conquistaram muita gente com canções furiosas, alimentadas pelo mistério: qual era o verdadeiro motor de energia para uma banda tão instigante? Parte dessa cartilha foi exposta em “Iowa”, o segundo e influente disco que revelou o Slipknot ao mundo. Canções como “People = Shit” e “The Heretic Anthem” não eram nada amigáveis. Foi esse petardo e essa fúria, porém, que marcaram de uma vez por todas a banda. #8 John Legend: “Get Lifted” (2004)
Logo na estreia, John Legend cativou por sua entrega ao R&B, demonstrando um carisma que se tornaria indissociável. “Used To Love U” e “So High” foram os singles mais conhecidos desta era, mas vale prestar atenção na dor-de-cotovelo de “I Can Change”, dueto com Snoop Dogg em que pede para reatar namoro, e “Number One”, com Kanye West, dono da gravadora que lançou este disco (G.O.O.D. Music).
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#9 Queens of the Stone Age: “Songs For the Deaf” (2002)
Chamar Dave Grohl para a bateria foi um dos grandes acertos de Josh Homme, mas o terceiro disco do Queens of the Stone Age impactou bastante por singles como “No One Knows” e “Go With the Flow”. Vale também manter o volume alto em clássicos como “A Song For the Dead” e “Gonna Leave You”, que figuram entre as mais pedidas pelos fãs nos concorridos shows da banda.
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#10 Rihanna: “Talk That Talk” (2011)
Em pouco tempo de estrelato, Rihanna acumulava como experiência musical as brigas com o ex-namorado Chris Brown e uma exposição além da conta na imprensa. Sim, ela surfou sobre isso e, por mais que de poucos anos atrás tenha se mencionado bastante sua relevância musical no aspecto qualidade, em “Talk That Talk” ela já mostrava parte dessa capacidade. Hits como “You Da One” e “We Found Love” (com Calvin Harris) rodam as rádios até hoje, mas havia algo mais – como “Cockiness (Love It)” e, claro, “Drunk On Love”, com aquela intro viciante do The xx.