Tadeu Schmidt chegou até a comunicação após tentar se tornar “o Oscar do vôlei” e sempre se orgulhou do ex-jogador
A partida de Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), resgata histórias de como sua trajetória impactou gerações, inclusive dentro de sua própria família. Para o apresentador Tadeu Schmidt, seu irmão, Oscar não era apenas um familiar, mas o norte de suas ambições e uma grande inspiração.
Tadeu Schmidt via Oscar Schmidt como grande inspiração
Em conversa com a Quem, em 2024, antes das Olimpíadas de Paris, Tadeu detalhou como tentou espelhar o sucesso do “Mão Santa” em outra modalidade esportiva: o voleibol. Na ocasião, o jornalista refletiu sobre a pressão que colocava em si mesmo devido ao sucesso do irmão.
“Queria ser o Oscar do vôlei ou então não valia a pena; já comecei essa caminhada de maneira equivocada, né?”, admitiu o apresentador do “Big Brother Brasil”. Tadeu foi honesto ao analisar as razões pelas quais não seguiu profissionalmente no esporte: “Eu queria ter tido essa vida, mas não consegui porque não tive talento”.

O divisor de águas na vida de Tadeu ocorreu aos 17 anos, momento em que foi cortado da seleção brasileira infanto-juvenil de vôlei. O episódio o levou a migrar para a área da Comunicação, onde consolidou uma carreira de sucesso. Com o passar do tempo, ele passou a analisar aquela frustração sob uma nova perspectiva.
“Hoje em dia vejo que a melhor coisa que eu fiz foi parar. Quando via a seleção jogando, pensava ‘e se eu tivesse continuado?’. Mas a verdade é que jamais seria o jogador do nível que eu queria, jamais chegaria ao nível olímpico”, explicou na entrevista.

Enquanto Tadeu encontrava seu lugar na televisão, Oscar acumulava feitos que o colocariam no topo do basquete global. O ex-atleta disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos entre os anos de 1980 e 1996, conquistou a histórica medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987 e encerrou sua carreira com uma marca de quase 50 mil pontos.

