Herdeiro do vocalista da Legião Urbana mantém uma vida discreta e enfrenta disputas judiciais envolvendo as músicas e o nome da banda
Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, tem 37 anos e vive atualmente em Portugal. Discreto, ele raramente aparece em público ou concede entrevistas e mantém distância das redes sociais.
Desde que assumiu o controle do legado do pai, seu nome passou a aparecer em debates entre fãs e em disputas judiciais relacionadas à obra do músico.
Como herdeiro de Renato Russo, Giuliano é responsável pela administração dos direitos ligados à obra do cantor. Enquanto parte dos admiradores critica sua postura em relação a novos projetos e lançamentos, outros defendem a atuação firme na preservação do patrimônio artístico deixado pelo artista.
Giuliano Manfredini foi criado pela avó paterna
Giuliano foi adotado por Renato Russo quando tinha oito meses de idade. Durante a infância e o início da adolescência, sua guarda foi motivo de uma disputa judicial entre os avós paternos e sua mãe biológica, Rafaella Manoel Bueno.
Em 2004, Maria do Carmo Manfredini, avó paterna de Giuliano, conquistou a guarda definitiva do neto. Foi ela quem o criou desde os primeiros meses de vida.

Em 2005, pouco antes de completar 18 anos, Giuliano concedeu sua primeira entrevista, ao Fantástico. Na ocasião, falou sobre a influência do pai em sua maneira de pensar, destacando a identificação com o pensamento revolucionário do cantor.
“Me identifico com meu pai no pensamento revolucionário. Nunca gostei de receber ordens. Meu pai também não gostava”, afirmou na época.
Filho de Renato Russo administra legado da Legião Urbana
Produtor cultural, Giuliano é responsável pela gestão do legado artístico do pai por meio da empresa Legião Urbana Produções Artísticas, da qual é sócio de Luiz Fernando Ignacio desde 2023. Ele também já esteve à frente da Mundano Produções, empresa encerrada há 11 anos.
Nos últimos anos, seu nome esteve envolvido em disputas judiciais sobre o uso das músicas de Renato Russo e do nome Legião Urbana.

Uma das principais controvérsias envolve Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, ex-integrantes da banda, em um processo relacionado à utilização da marca do grupo, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Giuliano também recorre à Justiça em casos de uso de músicas do pai sem autorização. A atuação na defesa dos direitos autorais divide opiniões entre admiradores da banda, especialmente quando envolve projetos relacionados à obra da Legião Urbana.
Giuliano mantém vida discreta e raramente aparece em público
Apesar de administrar um patrimônio musical conhecido por diferentes gerações, Giuliano prefere ficar longe dos holofotes. Ele não tem redes sociais e raramente concede entrevistas.
Uma de suas aparições públicas mais recentes aconteceu em agosto, em um vídeo publicado no perfil de José Dirceu no Instagram. Na gravação, Giuliano explicou a autorização para o uso da música “Fábrica”, composta pelo pai, em uma campanha política.

“Renato Russo nunca ficou em cima do muro. Cantava sobre gente comum, sobre injustiça, sobre a urgência de uma sociedade mais justa”, declarou.
A manifestação chamou a atenção por abordar a relação entre a obra do cantor e questões políticas, tema presente em diversas composições da Legião Urbana.
Mesmo com aparições pontuais, Giuliano continua mantendo uma rotina reservada em Portugal, enquanto administra os direitos e a preservação do legado deixado pelo pai.

