Celebs 05 de novembro, 2026 • Por Tatiana Leonel

“Meu objetivo para os próximos anos é continuar vivo”, declara Tony Bellotto sobre o câncer

Tony Bellotto enfrenta luta contra a doença no pâncreas desde 2025 e garantiu que a descoberta mudou toda a sua vida

Tony Bellotto descobriu um diagnóstico de câncer de pâncreas, no início de 2025 durante um check up, fato que, nas palavras dele, “mudou tudo” na forma como enxerga a vida. Nesse meio tempo, o artista, de 66 anos, passou por cirurgia e sessões de quimioterapia para tratar a doença.

Tony Bellotto comenta tratamento contra o câncer de pâncreas

Diante de um quadro tão agressivo, Tony entregou ao jornal O Globo que a notícia o fez encarar o dia a dia com mais “bom humor e desprendimento”.

Questionado sobre o que gostaria de realizar nos próximos anos, Tony respondeu: “Continuar vivo, isso vai ser o suficiente. Vou saber aproveitar a vida como eu estou sabendo agora. Fazendo minhas coisas, fazendo música, escrevendo, me divertindo. E é isso. Ficar vivo, esse é o meu objetivo”.

“Um diagnóstico de câncer e, no meu caso, de um tão grave quanto o de pâncreas muda totalmente a sua visão de vida. É instantâneo, quase como entrar numa outra dimensão”.

“Você enxerga a finitude de forma palpável, sólida, à sua frente e precisa lidar com tudo o que vai acontecendo”, comentou também o guitarrista dos Titãs, que já voltou ao trabalho.

(Crédito: Reprodução/Instagram @tonybellotto)

“No meu caso, se aproximou muito mais de uma visão, digamos, zen da vida. Como ensinam os os velhos monges chineses e tibetanos, você tem que encarar a cada dia, a cada momento, a realidade que tem e lidar com ela. É uma mudança bastante radical”.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, apenas cerca de 13% dos pacientes estão vivos cinco anos após a descoberta de um câncer de pâncreas.

Isso acontece porque é uma neoplasia que não costuma gerar muitos sintomas ou provoca sinais muito vagos, levando à descoberta do quadro em estágios mais avançados, de difícil tratamento.

“Na maior parte do tempo não fico pensando: “Eu tenho câncer, eu tenho câncer”. A ideia não é essa. No convívio com médicos durante o tratamento, vejo que a medicina evoluiu muito e tem evoluído muito diariamente”, revelou Tony.

“Temos avanços para diversos tipos de câncer. Então vou levando a minha vida normalmente. Mas ainda é sim uma doença estigmatizada, e o conselho que dou para quem é diagnosticado é tentar pensar como um acontecimento desses da vida. Que são difíceis, mas que precisamos levar a vida mesmo assim”.

(Crédito: Reprodução/Instagram @tonybellotto)

No momento, Tony não está mais fazendo quimioterapia, mas mantém o tratamento. “Continuo em tratamento, controlando a doença e levando uma vida normal. Tenho conseguido retomar a rotina normalmente, tocando, escrevendo, malhando, fazendo
todas as coisas que eu fazia”.

Mais sobre o câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas é um tumor maligno agressivo que se desenvolve no pâncreas — um órgão localizado no fundo do abdômen, atrás do estômago, responsável pela produção de enzimas digestivas e de hormônios como a insulina.

Os principais fatores de risco para a doença incluem tabagismo, idade avançada, diabetes, pancreatite crônica, muitas vezes ligada ao consumo excessivo de álcool, além de histórico familiar e genética.

Nos estágios iniciais, a doença costuma ser silenciosa e não apresenta sinais claros. Com o avanço, podem surgir sintomas como icterícia, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente, sensação de estômago cheio ou saciedade precoce, náuseas, vômitos ou alterações no hábito intestinal, diabetes de início súbito ou piora brusca, além de trombose venosa ou episódios de embolia.

A investigação geralmente envolve exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) de abdômen, ressonância magnética (RM) e ecoendoscopia (ultrassom endoscópico), biópsia e marcadores tumorais.

O tratamento depende do estadiamento (se o tumor é ressecável, limítrofe ou metastático) e deve ser conduzido por equipe multidisciplinar.

Últimas de famosos

COMPARTILHE: