Celebs 05 de dezembro, 2025 • Por Redação

Mariana Goldfarb faz desabafo forte sobre violência psicológica: “Não deixa marca visível, mas consigo ver”

Mariana Goldfarb faz desabafo forte sobre violência psicológica

Ex-esposa do ator Cauã Reymond não citou nomes e apenas descreveu relação que classificou como “tortura psicológica”

A modelo e influenciadora Mariana Goldfarb fez um forte relato sobre violência doméstica e psicológica. Sem citar nomes, a ex-esposa do ator Cauã Reymond chegou a dizer que, em um relacionamento abusivo, ou a pessoa sai ou morre.

O vídeo foi publicado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e faz parte da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.

Relacionamento abusivo de Mariana Goldfarb

O relato de Mariana mostra que o comportamento de uma pessoa abusiva segue um padrão, mas pode não ser simples reconhecer o abuso logo de claro e, definitivamente, não é simples sair da relação, que envolve também controle psicológico e, por vezes, financeiro.

“A gente acha que não vai acontecer com a gente, mas acontece”, desabafou. Mariana disse que reconheceu problemas na relação, mas que não sabia que era, de fato, uma violência. 

“A violência psicológica, ela não deixa marca visível, mas, ao mesmo tempo, agora olhando para trás, eu consigo ver a violência psicológica se transformando no meu corpo: 

  • queda de cabelo 
  • olho tremendo 
  • falta de apetite 
  • doença como anorexia
  • aumento do consumo de álcool”

“Eu acho que dói muito também perceber que não é amor. E eu acho que nunca foi amor. É tudo sobre poder, dominação e controle.”

Mariana classificou o que viveu como “tortura psicológica”.

“Eu nunca sabia direito o que que viria. Era sempre um pisar em ovos, era sempre uma coisa muito extenuante fazer de tudo para que o dia terminasse bem – e não vai terminar bem.”

Família e amigas começaram a perceber

Mariana Goldfarb relacionamento abusivo
(Crédito: Reprodução/ Instagram @mprj.oficial)

O que acontecia dentro de quatro paredes começou a ficar visível também para amigas e familiares de Mariana.

“Eu já não era eu mesma. Meu brilho tinha saído. Parece que tem alguém na tua jugular sugando tudo. Você vai minguando mesmo.”

O problema é que o abusador começa a isolar a vítima, afastando as pessoas importantes e que podem ajudar em casos de violência física ou psicológica. 

“[Para o abusador], nenhuma amizade presta, todas são ruins, todas são invejosas, estão com ciúmes, estão querendo ser você. É isso que você escuta: nenhuma amiga presta, a tua família também não presta.” 

Para Mariana também foi difícil sair

A modelo explica que não foi fácil deixar aquela relação porque acabou existindo uma dependência em relação ao abusador.

“O problema dessa relação é que ela vai na tua identidade. A maneira como você se enxerga no mundo, a maneira como você é. A partir do momento que você não sabe mais quem você é, a partir do momento que essa tua identidade foi aniquilada, é como se a gente fosse um zumbi.” 

O abuso chegou a um nível que Mariana entendeu que seria sair ou morrer.

“Não só a tua alma morre, muitas mulheres de fato morrem. Tudo meu ia morrer. Eu consegui sair no meu último respiro. Eu saia ou eu ficava ali pro resto da vida – ou até alguma coisa mais séria acontecer.” 

A modelo afirma que requer muita coragem para quebrar essa relação de controle e abuso, mas garante que é possível. 

“Tanta gente conseguiu, por que você não vai conseguir? Não ignora os sinais. Não acha que esse é o único tipo de relação possível, porque não é. Relação saudável existe.”

Ela cita ainda comportamentos que não devem ser tratados como normais em uma relação a dois:

  • “jogar alguma coisa em você 
  • jogar o controle na sua direção 
  • jogar uma garrafa d’água na sua direção 
  • bater a porta de tal forma
  • gritar absurdo 
  • fazer tratamento de silêncio
  • te diminuir 
  • ter um ciúme excessivo
  • te controlar
  • te podar 
  • te castrar”

“Não é amor”, afirma Mariana.

Em caso de violência contra mulher em todo o território brasileiro, é possível ligar 180, para a Central de Atendimento à Mulher. 

É um canal para denúncias de violência contra a mulher, orientação sobre direitos e informações sobre serviços de apoio. A ligação é gratuita e confidencial, e o atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. 

Mariana Goldfarb abuso psicológico
(Crédito: Reprodução/ Instagram @mprj.oficial)

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