Atriz viveu tragédia familiar com a morte do terceiro filho, ainda recém-nascido, após condição não diagnosticada na gravidez
Laura Cardoso passou por uma tragédia familiar com a morte do filho José, o terceiro da união com o ator, roteirista, diretor e produtor Fernando Balleroni, que morreu em 1980. A atriz nos deixou nesta segunda-feira (17), aos 98 anos, em São Paulo, após trajetória marcada pelo luto e sucesso estrondoso na dramaturgia brasileira.
Laura Cardoso viveu drama pessoal com a morte do terceiro filho
O bebê não resistiu a complicações de saúde e morreu com apenas três dias de vida. A tragédia colocou Laura em um estado de luto profundo e “deixou um vazio”, nas palavras da atriz, que precisou recomeçar.
“Ficou um vazio grande em mim. Nem gosto de falar disso. É terrível, muito doloroso”, afirmou, em depoimento ao especial “Tributo”, produzido pela TV Globo, em 2024.

A atriz deu mais detalhes do que aconteceu, em 2012, em entrevista à Quem. “Naquela época, não se falava de incompatibilidade de Rh entre os pais. Ele se chamava José, nasceu com um problema por causa disso e faleceu três dias depois, no hospital”.
“Achei que tinha sido por causa de um tombo que levei, já com barrigão. Na verdade, acho que o que levou o meu filho não foi a queda, foi esse problema no sangue”, detalhou Laura Cardoso.
“Entrei no hospital com um filho na barriga e saí com os braços vazios. Ele viveu por três dias. A perda foi terrível. Ficou um vazio grande em mim. Nem gosto de falar disso. É terrível, muito doloroso”.
O que é a incompatibilidade de Rh entre os pais
A incompatibilidade de Rh é uma diferença no tipo sanguíneo entre a mãe (Rh negativo) e o bebê (Rh positivo, herdado do pai), o que pode fazer o corpo da mãe produzir anticorpos contra o sangue do filho.
Na primeira gestação, a condição não costuma causar problemas, já que a quantidade de anticorpos gerada no final é pequena. No entanto, se o novo bebê também for Rh positivo, os anticorpos maternos podem atravessar a placenta e destruir as hemácias (glóbulos vermelhos) do feto.

Naquela época, o assunto não era divulgado ou diagnosticado no pré-natal como é hoje, o que poderia ter impedido as complicações que levaram à morte do terceiro filho de Laura Cardoso.
Como a injeção de imunoglobulina anti-D (que impede o corpo da mãe de atacar o sangue do bebê) não existia ou não era aplicada rotineiramente, o sistema imunológico dela acabou combatendo as células do próprio filho.
Hoje em dia, histórias dolorosas como a da atriz são evitadas graças ao exame de tipo sanguíneo logo no início do pré-natal e à aplicação da vacina preventiva. Além de José, Laura é mãe de Fernanda e Fátima.

