Celebs 25 de maio, 2026 Por Tatiana Leonel

Isis Valverde revela que foi internada três vezes por conta de doença: “Parte traumatizante”

Isis Valverde foi diagnosticada com doença celíaca e deslize que parecia inofensivo agravou os sintomas

Isis Valverde compartilhou sua luta contra a doença celíaca, com a qual foi diagnosticada aos 19 anos, chegando a ser internada três vezes apenas em 2026. A condição autoimune crônica faz o próprio sistema imunológico atacar o intestino delgado após a ingestão de glúten.

Isis Valverde foi internada três vezes pela doença celíaca

A atriz relembrou, no Stories do Instagram, o momento em que recebeu o diagnóstico. Atualmente com 39 anos, Isis convive há bastante tempo com a condição, que pode causar extremo desconforto, até mesmo em casos de contaminação cruzada pelo glúten.

“Essa parte é traumatizante. Eu descobri com 19 anos de idade, e a minha doença celíaca é muito agressiva. Nível que se eu tiver contato com alguma coisa, tipo um óleo que fritou glúten e botou alguma coisa ali, teve contato e eu comi… eu vou passar muito mal”, explicou.

(Crédito: Reprodução/Instagram @isisvalverde)

“No início do ano, quando eu tava trabalhando, eu acabei tendo contaminação na minha comida e eu fui internada três vezes. Acho que até uma vez eu publiquei aqui um negócio no hospital, mas eu falei: ‘Gente, vão achar que eu tô passando alguma situação’, porque toda hora eu tava no hospital”.

“E ninguém sabia o que era, nem eu, porque eu não sabia que a comida tava sendo contaminada, até eu levar a questão e a gente descobrir que a pessoa achou que era uma alergia leve e tava colocando a minha comida misturada. É um processo. E tem que tomar muito cuidado. E é uma doença chata”.

Entenda mais sobre a doença celíaca

A doença celíaca é uma condição autoimune crônica em que o sistema imunológico ataca o intestino delgado após a ingestão de glúten — proteína presente no trigo, cevada e centeio). Essa inflamação danifica a mucosa intestinal e, portanto, prejudica a absorção de nutrientes.

A genética é um dos fatores de risco, já que ocorre principalmente em pessoas com genes específicos (HLA-DQ2 ou HLA-DQ8), mas também pode ser desencadeada ou ativada por infecções intestinais, cirurgias ou estresse no sistema imunológico ao longo da vida.

A doença celíaca também é conhecida como “a doença dos 300 sintomas”, podendo ser dividida entre manifestações digestivas e sistêmicas (pelo corpo), com sintomas que incluem diarreia crônica ou prisão de ventre, distensão abdominal e gases, dor e desconforto abdominal, além de náuseas e vômitos.

Os pacientes também podem sentir fadiga e cansaço crônico, anemia por deficiência de ferro, perda de peso inexplicada, alterações de humor, irritabilidade ou “névoa mental” (esquecimentos), lesões na pele, como a dermatite herpetiforme, além de osteopenia ou osteoporose pela má absorção de cálcio.

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue, para pesquisa de anticorpos específicos, associados a uma biópsia do intestino delgado — realizada via endoscopia — para confirmar a lesão da mucosa. O tratamento é altamente eficaz e consiste na exclusão total e permanente do glúten da dieta.

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