Atriz elogia abordagem da fibromialgia na trama da TV Globo e conta que tem recebido relatos de mulheres que convivem com a síndrome
Isabela Garcia, intérprete de Elisa em “Quem Ama Cuida”, vive na ficção uma situação que também marcou a história de sua família. A personagem enfrenta a fibromialgia, síndrome que afetou a mãe da atriz, Dirce. A veterana destacou a importância de abordar o tema na novela das nove da TV Globo e afirmou que tem recebido relatos de mulheres que convivem com a doença.
Isabela Garcia enfrenta a mesma doença da própria mãe na novela
Ao comentar a experiência da mãe, Isabela relembrou as dificuldades provocadas pelas dores e por outros problemas de saúde.
Dirce tinha um quadro grave na coluna, fibromialgia e, posteriormente, herpes-zóster. Segundo a atriz, a mãe enfrentava dificuldades para caminhar e sentia dores constantes.

“Minha mãe tinha um problema gravíssimo de coluna e tinha fibromialgia. Depois, teve herpes-zóster. Era uma mistureba de coisas, ela andava com muita dificuldade. Era horrível vê-la com dor o tempo inteiro”, contou em entrevista ao jornal O Globo.
A atriz também elogiou os autores Walcyr Carrasco e Cláudia Souto por incluírem a fibromialgia na trama. Para ela, levar o assunto ao horário nobre ajuda a ampliar o conhecimento sobre a síndrome e dá visibilidade a quem convive com a condição.
Isabela afirmou que já recebeu mensagens de mulheres que se identificaram com a história de Elisa. Segundo a atriz, uma delas descobriu o diagnóstico de fibromialgia após acompanhar a novela.

“Venho recebendo muitos relatos de mulheres com fibromialgia. Teve uma que descobriu o diagnóstico por causa da novela. A gente não ouvia falar disso como ouve agora”, declarou.
O que é fibromialgia?
A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Além da dor, os sintomas incluem fadiga (cansaço), sono não reparador, alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais.
Uma das principais características da pessoa com a doença é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, de cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. Essa é uma síndrome bastante comum dado que de 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia recebem o diagnóstico.
A fibromialgia não possui cura, mas o tratamento busca reduzir os sintomas a partir de cuidados multidisciplinares. O tratamento, que deve ser acompanhado por profissionais da saúde, consiste, em geral, no uso de analgésicos e anti-inflamatório associados a antidepressivos, atividade física regular ajuda contra as dores da fibromialgia, acompanhamento psicológico e emocional, além de massagens e acupuntura.

