Celebs 28 de maio, 2026 Por Tatiana Leonel

Esposa de Bruce Willis atualiza estado de saúde do ator: “Estamos fazendo o possível”

Emma Heming Willis entregou apoio incondicional da família ao ator que enfrenta demência frontotemporal

Emma Heming Willis, esposa de Bruce Willis, deu novas atualizações sobre o estado de saúde do ator de 71 anos. O astro de Hollywood enfrenta a demência frontotemporal desde 2023 e conta com o apoio incondicional da família para lidar com a condição.

Como está Bruce Willis? Esposa atualiza estado de saúde

Durante participação recente no programa “Today”, Emma revelou que todos continuam focados em oferecer suporte ao artista. “Sabe, estamos bem”, declarou.

“Meu marido recebe apoio e amor, e estamos fazendo o possível dentro das circunstâncias”, garantiu a esposa do astro, refletindo sobre os impactos da doença na rotina familiar.

“O que aprendi é que é muito importante cuidarmos de nós mesmos e, se não cuidarmos de nós mesmos, como poderemos cuidar das pessoas que amamos?”, questionou Emma.

(Crédito: Reprodução/Globoplay)

“Então, é realmente importante priorizar nossa saúde, priorizar a saúde do nosso cérebro. Na verdade, existem medidas práticas que podemos adotar hoje para melhorar a saúde do nosso cérebro no futuro”.

Emma revelou anteriormente que Bruce passou a viver em uma residência adaptada às necessidades do tratamento. “Estamos lá o tempo todo. É a nossa segunda casa, é o lugar onde construímos memórias”.

“Aquele lugar oferece apoio a todas as necessidades de Bruce 24 horas por dia”, explicou no podcast “Conversations With Cam”. As filhas Mabel, de 14 anos, e Evelyn, de 12, mantêm contato frequente com o pai.

Ator com a família (Crédito: Reprodução/Instagram @emmahemingwillis)

Bruce Willis anunciou a aposentadoria em março de 2022 após receber diagnóstico de afasia. Poucos meses depois, a família confirmou que o quadro evoluiu para demência frontotemporal, condição que afeta áreas ligadas à fala, comportamento e memória.

O que é a demência frontotemporal

Ao contrário do Alzheimer, que prejudica inicialmente a memória, a demência frontotemporal (DFT) se manifesta primeiro por meio de alterações profundas no comportamento, na personalidade ou na fala. Representa um conjunto de doenças neurodegenerativas progressivas que danificam os lobos frontal e temporal do cérebro.

A condição costuma surgir precocemente, geralmente entre os 45 e 60 anos, com sinais variando de acordo com a área do cérebro afetada. No caso do lobo frontal, o paciente pode experimentar desinibição (agir sem filtro social), perda de empatia, apatia, comportamentos repetitivos (rituais) e alterações na alimentação (como compulsão por doces).

Bruce Willis e filha
(Crédito: Reprodução/Instagram @buuski)

Já no lobo temporal, os sintomas costumam variar entre dificuldades progressivas para falar, encontrar palavras corretas, compreender frases ou nomear objetos (afasia). A condição ocorre devido à morte de neurônios nessas regiões específicas do cérebro e associada ao acúmulo anormal de proteínas.

Embora a maioria dos casos não tenha causa aparente, cerca de 10% a 20% possuem forte componente genético e histórico familiar. Por mais que ainda não exista cura ou uma forma de reverter a doença, o tratamento atual busca garantir o máximo de qualidade de vida ao paciente.

O manejo foca no controle dos sintomas comportamentais — muitas vezes com suporte psiquiátrico e medicamentos — além de terapias de reabilitação com fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

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