Doença do ator de “Grey’s Anatomy” evolui rápido e ele precisou deixar papel em nova série
Em entrevista ao site Parede, Patrick Dempsey falou sobre a luta do colega de elenco de Grey’s Anatomy, Eric Dane. O ator enfrenta Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa. Patrick destacou o carinho pelo ator e o momento complexo que vive após o diagnóstico.
Patrick Dempsey e Eric Dane contracenaram em “Grey’s Anatomy”

Patrick Dempsey revelou que tentou incluir Eric Dane para uma participação especial na série “Memory of a Killer” — produção em que Dempsey atua —, mas o ator não pôde participar.
“Infelizmente, a progressão da doença tornou isso [a participação na série] praticamente impossível. Mas fiquei feliz em ver que ele estava em Toronto trabalhando”, explicou ele.
Dempsey afirmou que mantém contato com o amigo, com quem dividiu cenas em “Grey’s Anatomy” — ele interpretou Derek Sheperd, enquanto Dane fez o papel de Mark Sloan.
“Ele tem sido incrivelmente corajoso diante dessa doença horrível. Ele é um ser humano maravilhoso. Tem um senso de humor incrível e é muito inteligente. Sempre gostei de trabalhar com o Eric e de estar perto dele”, destacou ele.
Eric compartilhou o diagnóstico de ELA em abril de 2025. Desde então, a doença evoluiu e o ator já foi visto de cadeira de rodas.
“É de partir o coração. Realmente é. Para ele e para a família. Você sente por eles ao ver essa doença, é devastador o quão rápido ela ataca o corpo. Mas ele está trazendo muita luz para isso e usando sua plataforma de forma positiva”, completou Dempsey.

O que é a ELA?
A ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal que afeta o sistema nervoso, mais especificamente os neurônios motores.
Sem afetar a cognição, ela causa atrofia, fraqueza muscular e paralisia motora irreversível. Com a progressão constante da ELA, o paciente tem em média de 3 a 5 anos de vida após o diagnóstico.
Os primeiros sinais são fraquezas na mão e braços, espasmos musculares e cãibras, que evoluem para dificuldade de falar, engolir e respirar.
Apesar de não ter cura, o tratamento com uma equipe multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevivência do paciente diagnosticado com ELA.
