A morte do pai de Adriane Galisteu moldou sua juventude e fez com que mantivesse um pé atrás com bebidas alcóolicas
Adriane Galisteu, de 52 anos, compartilhou detalhes sobre sua relação com o álcool e revelou como o histórico familiar moldou seu comportamento por décadas. A apresentadora perdeu o pai para o vício quando tinha apenas 15 anos e, devido ao trauma, só passou a consumir bebidas alcoólicas aos 37.
Adriane Galisteu perdeu pai alcoolista aos 15 anos
A convivência com o pai, Alberto Galisteu, que era alcoolista, proporcionou alguns traumas para a apresentadora, sobretudo envolvendo o contato com a substância. O vício fez com que a saúde dele ficasse extremamente debilitada.
“Meu pai morreu quando eu tinha 15 anos. Ele era um alcoólatra, mas, apesar disso, era um ótimo pai. Não era um alcoólatra agressivo, era animado, cantava na rua. Minha mãe ficava com uma vergonha louca e eu não entendia”, explicou a apresentadora, em vídeo gravado para o seu canal no YouTube.
Devido às sequelas da doença, Alberto morreu de infarto fatal, em 1989, quando a comunicadora tinha apenas 15 anos. Na época, Galisteu precisou começar a trabalhar como vendedora para ajudar sua mãe no sustento do lar.

O pai de Galisteu era um de seus grandes fãs na época em que ela fazia parte do grupo Meia Soquete, entre 1987 e 1989. “Ele andava com meu LP embaixo do braço, fazia a maior propaganda. Ele faz muita falta. Talvez, por isso demorei tanto pra ter filho”, afirmou, eventualmente.
A experiência precoce fez com que adotasse uma postura rígida de distanciamento das bebidas como forma de proteção. Em uma conversa com Maya Massafera, ela foi questionada se já passou por algum episódio de embriaguez extrema, o famoso “porre”.
Galisteu negou enfaticamente e associou sua moderação ao trauma vivido no passado. “Meu pai era alcoólatra [termo usado à época]. Quem teve um pai alcoolista tem um freio para não chegar nesse ponto. Então, demorei muito para beber”, explicou.
Mesmo tendo iniciado o consumo tardiamente, Galisteu garantiu que mantém limites claros e nunca chegou a perder a consciência. “É muito legal. Mas nunca perdi a estribeira, assim. Já bebi demais a ponto de ficar meio tonta? Já. Mas não de não saber onde eu estava. Isso nunca”, detalhou.
Adriane Galisteu não servia bebidas em casa
Atualmente, Galisteu contou que o hábito de beber se tornou algo social e prazeroso, geralmente desfrutando de uma taça de vinho ou champanhe ao lado do marido, o empresário Alexandre Iodice.

No entanto, o cenário em sua residência nem sempre foi esse. Antigamente, a apresentadora era tão resistente ao álcool que não oferecia bebidas nem mesmo para suas visitas.
Ela relembrou que amigos chegavam a ficar incomodados quando iam jogar baralho com ela e não encontravam opções alcoólicas. Segundo Adriane, os convidados questionavam: “Não vai servir nada?”. A resposta dela era invariável: “Não. É refrigerante, suco, água, mas bebida alcoólica, não”.

