Entretenimento 30 de junho, 2016 • Por Redação

Carmo Dalla Vecchia conta como administra o sucesso e a espiritualidade

Carmo Dalla Vecchia ficou conhecido do grande público pelo seu personagem Zé Bob, na novela “A Favorita”, de 2008, mas o gaúcho, de 38 anos, é bem diferente do galã convencional.

Budista, o ator busca sempre o equilíbrio e a harmonia, mesmo nas diversidades. Atualmente, Carmo está em cartaz com a peça “Estranho Casal”, no teatro Leblon, no Rio de Janeiro, e se prepara para viver Alcino, um personagem que descobre ter uma doença incurável em “Pelo Avesso”, a próxima trama das 18h, da Rede Globo.

Em entrevista ao TE CONTEI, Carmo conversou sobre sua filosofia de vida e deixou bem claro que o sucesso não subiu à cabeça. “Minha carreira é uma parte muito importante da minha vida, mas não é a razão da minha existência ”

TE CONTEI: Como você encara seu lado espiritual?
Carmo Dalla Vecchia: Eu sou dirigente budista há mais de 12 anos quando você se torna um budista, às vezes as pessoas tem uma visão equivocada. Acham que você vive em paz em harmonia, mas não é só isso.

TC: Então, o que é ser budista?
CDV: O budista é aquele cara que tem um posicionamento extremamente ativo com a vida dele. Então, quando a gente fala em paz, a gente quer a paz mundial, sim, mas para que isso ocorra se deve ter a consciência e a sabedoria. O processo da paz nem sempre é o mais simples, o mais fácil, mas é essa a nossa busca”.

TC: Como foi o início da carreira?
CDV: Eu sou uma pessoa que saiu do Rio Grande do Sul em 1993 e passou por várias coisas. Eu comecei muito bem na televisão, fiz logo a minissérie “A Engraçadinha”. Depois, participei de várias novelas com personagens bacanas em outras emissoras que muita gente não viu (risos), mas eu tive na minha historia a prática, que me ajudou muito a entender esse processo e até me ajudar, em um momento tão favorável da minha vida, a enxergar o valor adequado desse processo.

TC: O sucesso é importante para você?
CDV: A razão da vida das pessoas não é o sucesso. O que temos que buscar de verdade nas nossas vidas é uma boa relação com seus amigos, com sua família, a relação com as pessoas ao seu redor. O trabalho é uma parte disso, mas não é tudo. Minha carreira é uma parte muito importante da minha vida, mas não é a razão da minha existência.

Por Annie Lattari, do Te Contei

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