A história da nova heroína da Marvel America Chavez não tem nada a ver com a maioria dos super-heróis que conhecemos – e é justamente por isso que a personagem é uma das principais promessas para quebrar estereótipos e transformar o papel feminino nas histórias em quadrinhos. Latina, negra e homossexual, a heroína ainda tem o visual inspirado em Beyoncé.
America faz parte de uma nova leva de super-heróis – juto com outros personagens mais recentes, como Kamala Khan e Pantera Negra –, que trazem uma nova perspectiva para esse universo. Com passagens por alguns grupos de heróis – entre eles, os Jovens Vingadores -, America deve ganhar sua primeira revista ainda neste ano.

Em entrevista ao Refinery29, a roteirista Gabby Rivera já deixou claro que a ideia é tornar a personagem um ícone de resistência e independência. “O que notei ao ler os Jovens Vingadores foi que America estava sempre sendo arrastada por outros personagens – Loki queria que ela fizesse isso ou aquilo, mas não era uma luta dela. Minha ideia é que nos novos quadrinhos ela finalmente levante seus próprios questionamentos: o que há aqui para mim? Por quem estou lutando? O que eu quero é recomeçar e aprender sobre mim e sobre o que fazer por mim”, explicou.
Quem é America Chavez?
America Chavez será uma estudante universitária capaz de viajar entre as dimensões do universo Marvel e a princípio não saberá qual é a magnitude de seus poderes, os quais ela aprenderá a controlar gradualmente. De acordo com Gabby, outros heróis a ajudarão nesse percurso, como Capitão América e Tempestade. Além disso, ela também contará com a ajuda de seus ancestrais, que vêm de outra dimensão.
https://twitter.com/Joe_Quinones/status/823948854542422017?ref_src=twsrc%5Etfw
Visual
A arte das novas revistas será assinada por Joe Quinones, que publicou em seu Twitter uma das primeiras capas que desenhou para a HQ. “’Okay ladies, now let’s get in formation’. Aqui está minha capa”, escreveu, fazendo referência ao hit recente de Beyoncé.
Quebra de padrões
Com experiência em escrever sobre o universo queer, Gabby revelou que se sente um pouco intimidada ao trazer uma personagem homossexual ao universo dos heróis. “Me pergunto se as pessoas lerão e me criticarão por causa das identidades criadas, porque sou mulher ou por acharem que isso simplesmente não pertence a esse mundo. Mas não é meu grande problema – minha preocupação é contar uma boa história”, pontuou.
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