Público se irritou com tramas arrastadas, incoerências no roteiro e demora nos acontecimentos da trama
“A Nobreza do Amor” leva ao ar nesta sexta-feira (6) o último capítulo nas telinhas da Globo. A novela das 18h, que gira em torno da disputa pelo trono de Batanga e a perseguição de Jendal (Lázaro Ramos) contra Alika (Duda Santos), promete entregar finais felizes, mas desagradou o público com algumas incoerências e tramas que ficaram arrastadas.
Confira as principais críticas!
Final de “A Nobreza do Amor”: público critica incoerências na novela
Condução da trama
Apesar de trazer protagonistas fortes e coadjuvantes super interessantes, “A Nobreza do Amor”, na visão do público, poderia ser chamada de “A Lerdeza do Amor” pela forma como arrastou alguns dos acontecimentos.
Entre Alika se estabelecer em Barro Preto e ser levada de volta a Batanga, a trama ficou repetitiva, girando em torno dos mesmos acontecimentos e da tensão pelo dia que Jendal encontraria a princesa e tomaria alguma atitude.

Durante a Copa do Mundo 2026, vários capítulos foram cortados ou até cancelados, enquanto Tonho passou semanas tentando não levar um tiro, por exemplo. Até mesmo as crises com Alika não foram bem costuradas na trama e as cenas da reta final arrastadas para dar tempo de condensar tudo.
“Gosto de ‘A Nobreza do Amor’, mas a novela passou meses andando em círculos, apelidada de ‘A Lerdeza do Amor’. O elenco fez um trabalho maravilhoso, mas os autores parecem ter jogado o enredo pra Deus. Reta final vai ser corrida porque não desenvolveram nada”, lamentou uma internauta, no X (antigo Twitter).
“Amei essa batalha pela tomada de Batanga, mas tudo foi resolvido muito rápido, tanto a luta quanto o treinamento dos soldados. Apesar de amar ‘A Nobreza Do Amor’, deveriam mostrado a ida de Jendal ao Brasil muito antes e desenvolvido melhor essa grande luta por Batanga”, reclamou outra.
Incoerência no tempo
As travessias entre Barro Preto e Batanga também chamaram a atenção por uma incoerência no roteiro. As primeiras a fazerem a ponte náutica Batanga-Barro Preto foram Alika e Niara (Erika Januza) e, pelo fato da trama depender delas para acontecer, a viagem foi acelerada através de uma passagem no tempo.
O segundo a fazer o trajeto foi Omar (Rodrigo Simas) e demorou muitos capítulos para que o jovem chegasse a Barro Preto para resgar Alika e lutar pelo amor dela. O motivo, explicado na novela, foi que a tripulação do barco dele precisou pegar uma rota mais longa e o turco também parou em seu país.

Toda a viagem de Batanga ao Brasil teve obrigatoriamente uma escala. Antes de chegar em Barro Preto, Jendal parou em Portugal e até no Recife, onde assassinou Malungo (Breno Santos).
A incoerência ficou evidente depois da viagem de José (Bukassa Kabengele) até Batanga ser muito mais rápida do que todas as outras e provou ao público que a travessia demorava o tempo que fosse conveniente.
Acusação de Jendal contra Alika
A reta final de “A Nobreza do Amor” cometeu um grande erro quando Jendal ameaçou acusar Alika de adultério, mesmo após já ter providenciado a anulação do casamento dos dois, o que não faz nenhum sentido.
No decorrer da novela, Jendal conseguiu anular legalmente o casamento com Alika através de um documento apresentado por Chinua (Hilton Cobra) e ficou livre para se casar com Binta (Lesliana Pereira).

Apesar de ter tomado a atitude e seguido em frente, Jendal acusou Alika pelos sentimentos desenvolvidos por Tonho (Ronald Sotto) durante o período em Barro Preto e atormentou a vida da mocinha.
Figuração
Uma das principais críticas do público, desde o começo da novela, foi a falta de figuração em cenas do reino de Batanga, onde apareciam somente os protagonistas e seus súditos, mas sem ninguém nas ruas.
“Como acreditar na grandiosidade de Batanga quando faltam figurantes até para dar vida às ruas, ao palácio e às cenas que deveriam reunir o povo? O reino parece vazio, quase fantasma. Não é uma crítica inventada: a falta de figuração virou uma das reclamações recorrentes do público”, ressaltou um perfil no X.

