Entretenimento 26 de outubro, 2026 • Por Mariana Pacheco

Taís Araujo completa 30 anos de carreira com trajetória marcada por protagonismo e papéis inesquecíveis

De “Xica da Silva” a “Vale Tudo”, atriz construiu uma carreira de destaque na televisão brasileira ao longo de 30 anos

Taís Araujo completa este ano três décadas desde que viveu sua primeira protagonista na televisão, na novela “Xica da Silva”, da extinta TV Manchete. Aos 17 anos, a atriz assumiu um papel que se tornou um marco em sua trajetória e na história da teledramaturgia brasileira. Desde então, construiu uma carreira com personagens de diferentes perfis e se destacou em diveras produções de sucesso.

Carreira e trajetória de Taís Araujo

A trajetória de Taís na televisão começou em 1995, quando interpretou Bernarda na novela “Tocaia Grande”, também da TV Manchete. O trabalho chamou a atenção do diretor Walter Avancini, que a convidou para protagonizar “Xica da Silva”, produção que estreou em setembro de 1996.

Na trama, Taís interpretou a personagem que dá o nome à trama, uma mulher negra escravizada que conquista sua liberdade e ganha destaque na sociedade colonial.

(Crédito: Reprodução/TV Manchete)

A atriz se tornou a primeira protagonista negra de uma novela brasileira, um marco que ganhou importância histórica especialmente diante da pouca presença de artistas negros em papéis centrais na televisão da época.

Em entrevista ao Estadão, em 2019, Taís refletiu sobre a juventude e o amadurecimento de suas ideias durante as gravações. “Me conheceram quando eu não tinha nenhum pensamento amadurecido sobre nada. Mas, se você pegar entrevistas minhas na revista Raça enquanto eu fazia a Xica da Silva, você já vê um entendimento meu”, afirmou.

Depois da repercussão da novela, a atriz seguiu para a Globo onde consolidou sua carreira com personagens que marcaram diferentes fases da teledramaturgia. 

Cena de “Da Cor do Pecado” (Crédito: Globo/Divulgação)

Em 2004, viveu Preta em “Da Cor do Pecado”, protagonista que se envolve com Paco (Reynaldo Gianecchini) e enfrenta obstáculos para ficar com o amado e criar o filho.

Dois anos depois, interpretou Ellen em “Cobras & Lagartos”, personagem que rejeitava Foguinho (Lázaro Ramos) por sua condição financeira. 

Em 2008, foi Alicia em “A Favorita”, uma mulher provocadora que enfrentava o próprio pai, o político Romildo (Milton Gonçalves). 

Cena de “Cobras e Lagartos” (Crédito: Globo/Divulgação)

Em 2009, a atriz trabalhou em “Viver a Vida” e marcou ao viver a primeira protagonista negra, a personagem Helena, do autor Manoel Carlos.

Já em 2012, deu vida a Maria da Penha em “Cheias de Charme”, uma das protagonistas da história das Empreguetes, ao lado de Isabelle Drummond e Leandra Leal.

Ao longo dos anos, Taís também participou de produções como “Geração Brasil” (2014), “Amor de Mãe” (2019) e “Cara e Coragem” (2022).

Taís Araujo como Helena em “Viver a Vida” (Crédito: Globo/Divulgação)

Taís Araujo completa 30 anos de carreira

Aos 47 anos, Taís olha para o percurso com orgulho e reconhece as transformações vividas ao longo dos anos. Em entrevista à revista Quem, em junho, ela falou sobre amadurecimento, propósito e a autonomia conquistada na profissão.

“Tenho muito orgulho dela. Acho uma carreira bonita, com escolhas bonitas e muito leais ao que eu acredito artisticamente”, afirmou.

A atriz também destacou o que mais a motiva nesta fase é a possibilidade de escolher as histórias que deseja contar e os projetos nos quais quer investir sua energia criativa.

Em 2025, Taís interpretou Raquel no remake de “Vale Tudo”. Para a atriz, a personagem representou mais do que um desafio profissional. Para ela, foi uma oportunidade de homenagear mulheres brasileiras que enfrentam dificuldades cotidianas e seguem em busca de seus objetivos.

(Crédito: Globo/Fábio Rocha)

“Essa Raquel nasce em mim agora, ela é muito mais do que uma personagem. Ela é um tributo vivo a milhões de mulheres brasileiras que todos os dias acordam e fazem a vida acontecer”, declarou em entrevista ao Gshow.

Na trama, Raquel é uma guia turística que sofre um golpe da própria filha, mas continua tentando reconstruir a vida. Taís ressaltou a importância da identificação do público com a personagem e o papel da representatividade na televisão.

“Eu quero que cada mulher chegue em casa depois de um dia exaustivo de trabalho, ligue a televisão e se veja, se reconheça. Que ela se sinta honrada”, afirmou quando a trama estava no ar.

Em 2026, ao completar 30 anos desde sua primeira protagonista, a atriz vive uma fase em que pretende explorar novas possibilidades. “É tão legal ter 47 anos com essa carreira que eu tenho, e ter tanta coisa para explorar”, disse à Quem.

(Crédito: Globo/Manoella Mello)

A autonomia profissional é um dos pontos centrais de sua reflexão. “Você ter o privilégio de escolher o que quer fazer artisticamente. O que te preenche artisticamente? Que tipo de história você quer contar?”, questionou.

Depois de três décadas de trabalho, Taís afirma que a experiência não representa um ponto final, mas a possibilidade de seguir se reinventando.

“É tão bom já ter 30 anos de carreira e ainda ter tantos anos pela frente e poder ter o privilégio de escolher o que vai fazer, a forma, com quem, como… Isso é o que me deixa mais enérgica para continuar”, concluiu.

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