Aos 33 anos, a cantora conseguiu entender seus padrões de comportamento após enfrentar depressões
Anitta enfrentou episódios de depressão desde a juventude, inclusive durante a ascensão de sua carreira. Aos 18 anos, ainda no início de sua carreira, ela foi diagnosticada com a doença pela primeira vez. Essa não foi a única vez que a cantora teve dificuldade para realizar atividades rotineiras, como levantar da cama. Apesar disso, a busca por tratamento e autoconhecimento fez a estrela encontrar caminhos para lidar com a doença.
Anitta enfrentou a primeira depressão aos 18 anos
Anitta enfrentou a primeira depressão aos 18 anos, no início da carreira. Ela acredita que se sentia mal por lidar com muitas críticas, mas ao longo do tempo percebeu que se tratava de algo mais sério.
“Sempre com essa ansiedade. Até que, quando veio o ‘Vai, Malandra’, que tudo deu muito certo e não tinha nada para reclamar, ainda assim não estava feliz. Foi aí que acendeu a luzinha”, explicou em entrevista ao Bem Estar em 2018.

Entre os sintomas, a cantora percebia que tinha dificuldade de realizar atividades do seu dia a dia. “Era bem difícil de sair de casa, de levantar da cama, sair do quarto. Era uma luta. Eu não estava conseguindo atender as pessoas no camarim, atender os fãs”, contou.
Em 2013, após brigar com um fã que jogou uma latinha em sua direção, Anitta relatou ter entrado novamente em depressão. A segunda recaída aconteceu após aparecer no Domingão com Faustão repleta de curativos devido a cirurgias plásticas.
“Eu fiz isso e quando ligava a TV, todos os programas desses da tarde eram falando mal de mim. Falando coisas horríveis. Eu fiquei muito depressiva nesta época. Eu fiquei muito mal”, relembrou ela em entrevista a Fábio Porchat em 2020.
Em 2018, ela desacelerou e reduziu a quantidade de compromissos e o número de projetos, além de procurar tratamento e começar o uso de antidepressivos.

“Temos que cuidar sempre. Não é porque você está bem agora, que você tem que esquecer de olhar para você”, ressaltou a estrela do funk brasileiro ao Bem Estar.
Segundo Anitta, a competitividade constante da indústria musical e a pressão por um corpo considerado perfeito contribuíram para seu quadro depressivo.
Processo de autoconhecimento de Anitta
Desde 2024, Anitta passou a lidar com as crises de angústia existencial e choro inexplicáveis por meio de um processo de autoconhecimento

Em entrevista ao podcast Filosofia para Viver, apresentado pela professora Lúcia Helena Galvão, a estrela explicou que enfrentou episódios de depressão profunda em diferentes momentos da vida.
“Eu tinha muito isso, assim, em muitos momentos da minha vida eu simplesmente entrava em um buraco muito profundo e eu ficava nesse buraco, eu chorava assim, parecia que eu estava… era um bebê ainda que acabou de nascer. Era um choro profundo, um buraco profundo. Eu não via sentido na vida. Tinha momentos em que eu não via por que eu estava viva, sabe? Era uma coisa muito dolorida que eu não entendia”, revelou ela.
Através do autoconhecimento, ela começou a entender que repetia padrões. “Depois de dois anos para cá, quando eu comecei a mergulhar no autoconhecimento e a entender cada padrão, cada ciclo repetitivo da minha vida, cada buraco, aonde estava cada vazio, como eu conseguiria preencher, só eu comigo mesma conseguiria me preencher e me amar e me aceitar e me enxergar sem culpa, sem vergonha…”, explicou.
“Aí, a cada dia que foi passando, eu sentia menos e menos e menos. E, hoje em dia, é muito raro eu ter algum momento assim. Nunca mais tive tão profundo assim. Às vezes até vem um chorinho”, completou.

Anitta refletiu que sempre tentava achar os motivos para estar depressiva e muitas vezes culpava terceiros pela forma como se sentia.
“Antes eu ficava muito querendo saber o porquê. O que está acontecendo? Por que eu estou aí? Eu dava motivos para esses choros, né? É por que tal coisa aconteceu, é por que Fulano fez isso comigo. Eu tinha muito essa mania de: ‘ah, por que Fulano fez, Beltrano… Nunca eu fiz, era sempre os outros”, afirmou.
Atualmente, a cantora entendeu que alguns dos momentos difíceis pelos quais passou estavam relacionados aos próprios comportamentos e escolhas. “Hoje aprendi. Nossa, quando comecei a aprender o quanto que eu fiz, eu fiquei: ‘Nossa, eu mesma, que tosco’. Hoje eu acredito nisso, que a gente mesmo é que cava os destinos da nossa vida, né?”

